Telegram sofre pressão para revelar usuários envolvidos em pirataria

Toda essa questão envolvendo pirataria eu só penso no seguinte: Empresas grandes não deveriam se preocupar com isso. Dizem elas que dá prejuízo pra empresa, mas não dá, e posso dizer o porquê.

Vamos começar falando dos jogos. Sony e Microsoft praticamente acabaram com a pirataria em larga escala nos consoles. Na época do PS2 se você encontrasse um desses consoles ainda travado era como se encontrasse um tesouro escondido. Hoje, é o contrário. A pessoa paga as assinaturas (aliás, palmas para a Microsoft nesse quesito) e tem acesso a uma arruma de jogo. No geral, ninguém se importa mais em destravar console e buscar comprar mídia pirata.

E por falar em pirataria… Telegram, e outros canais de comunicação/compartilhamento de software, existem aos montes, mas que diferença faz no mundo dos games? Só o que eu vejo é a MS trazendo seus relatórios trimestrais com lucros na divisão gaming. Pode haver a pirataria que for, mas no geral o pessoal paga. E se não fosse a pirataria (se quisesse combater isso), quem garante que essas pessoas que só buscam jogos piratas e não conseguisse ter mais acesso, iriam assinar o serviço? Como é que fazem o cálculo do prejuízo?

Agora vamos aplicar o mesmo raciocínio para softwares e audiovisual. A Disney, por exemplo, tá vendo o número de assinantes de sua plataforma crescer vertiginosamente nos últimos anos. O que aconteceu? A pirataria foi abolida? Não, muito pelo contrário. O pessoal, não todos, claro, faz questão de pagar. Bilheteria em cinema batem recordes. A divulgação pirata faz é um favor em divulgar o produto. Quem gosta (e tiver condições, óbvio) faz questão de pagar. Netflix, HBO Max, tudo entra nessa conta. O mesmo vale pra música. Milhões assinam Spotify/Apple Music/YouTube Premium, mesmo a pirataria rolando solta.

Pergunta: A indústria anda preocupada com o que, ao combater a pirataria? Acham que vão conseguir ganhar o dinheiro de quem jamais assinaria o serviço mesmo se não fosse a pirataria?

Agora, temos um ponto a considerar. Que é o caso da matéria. Uma professora, que não chega perto de uma empresa bilionária, se vê prejudicada por essa prática. Nesse caso eu tenho que concordar com a ação contra o Telegram. Mas a ação deve ser para quem anda espalhando, pois esses materiais não chegaram lá por mágica, mas por alguém que teve acesso a seus materiais, por meio de suas aulas e compartilhou lá. E, se não fosse o Telegram, certamente compartilharia em outro local. Tem que buscar a fonte e os responsáveis.

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Eu acho que o STF [comentário removido por violar as decisões do STF via Ministro Alexandre de Moraes]

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Mas não é essa a questão. Sim, pirataria nunca tirou e nunca tirará o lucro estrondoso da indústria, mas qualquer medida de otimização de lucros impedindo o ato é, bem, lucro huahuahuauha. Essa é a visão das empresas.

ótimo texto e concordo quase que 100%. A exceção do caso da professora, que ao meu ver está certa em processar a plataforma ao se sentir prejudicada. Porém do outro lado não vejo com bons olhos quebrar toda a segurança, criptografia e anonimatos dos demais usuários porq alguns estão cometendo o crime de pirataria. Se continuarmos seguindo essa linha daqui a pouco os governos terão acesso 100% transparente a todas as msg privadas da população usando sempre como desculpa combate a qualquer tipo de ilícito.