Snapdragon G: Qualcomm revela novos processadores para consoles portáteis

O dia que a Steam pegar o Steam OS e conseguir adapta-lo a ARM, emulando (ou simulando, como queira) jogos de Windows x86, vai matar com pau. O problema desses consoles é a duração da bateria, que só pode ser solucionada com ARM.

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ARM não é uma bala de prata que resolve todos os problemas de consumo de bateria.

E considerando essa aplicação de games, não sei se tem uma solução pro problema além de enfiar uma bateria do tamanho de um tijolo, já que games modernos usam bastante CPU e GPU.

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Resolve sim. ARM gasta muito menos energia. Veja testes do M1 contra um Mac com Intel.

Sim, o M1 é um tanto mais eficiente, mas ainda assim, rodando no talo vai gastar bastante energia.

E estamos falando de jogos, que vão ficar o tempo todo usando os recursos de CPU e GPU, não de um uso mais “normal”, em que o SoC vai ter muitas oportunidades para reduzir os clocks e até mesmo botar certas partes em idle.

É óbvio que vai gastar bastante energia, mas ainda assim muito menos que um x86. O TDP do M1 é 10W em potência máxima. Pra ter uma ideia, o AMD do Steam Deck roda a 15W. O Z1 do Rog Ally roda em 35W. Só que o M1 é muito mais poderoso que ambos. Até porque não roda capado pra consumir e esquentar pouco (o R7 7640u no qual o Z1 se baseia tem TDP de 65W).

Não digo ficar 24 horas fora da tomada. Mas conseguiria ficar 4 ou 5 horas, ao contrário da mísera 1 hora que consegue hoje. Os consoles portáteis são muito dependentes de tomada. Não seriam se tivessem Chips ARM.

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No Air que não tem resfriamento ativo. Se não me engano são 15 ou 20W nos modelos com ventoinhas.

E tem outro detalhe: a concorrência não tem cores ARM tão eficientes como os da Apple, pelo menos por enquanto (e o M2 é menos eficiente que o M1, lamentavelmente).

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Os 15W e 35W que citei é só o consumo do chip, sem contar ventoinha e o resto.

Mas beleza, você acha que ARM não consome menos que x86, deve ser por isso que celulares e tablets usam Intel e AMD né? (Sqn)

O maior problema mesmo nem é o sistema operacional em si, já que fazer o Linux rodar em ARM não é uma missão impossível. Agora, ter os jogos projetados para essa arquitetura, afim de garantir máxima performance e eficiência, isso sim será um desafio.

Um bom primeiro passo seria a Microsoft direcionar mais atenção para um Windows ARM, o que motivaria todo o mercado a se desenvolver, mas atualmente isso está bem tímido, frente ao que a Apple conseguiu fazer em sua linha de computadores.

De fato, ainda mais se considerarmos o cenário atual, onde quase tudo terá que ser emulado, gerando uma ineficiência gigante.

Mas pegando como exemplo o Nintendo Switch, é perceptível como este console consegue fazer milagres em rodar games e na autonomia de bateria, tudo graças a arquitetura utilizada.

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Eu nunca disse isso.
Mas a concorrência (e eu tô falando de outros fabricantes de SoCs com CPU ARM) não chega nem aos pés do que a Apple fez no M1, e ainda estamos falando de um aparelho que teria que usar algo em torno de 15-30W contínuos em uso. Não tem milagre.
E tem GPU, que é um troço que gasta bastante, mas pelo menos GPU tem opções pra SoCs (a Qualcomm e a Apple tão sempre trocando tapas entre quem tem a melhor).

O Switch é provavelmente o melhor ponto de comparação aqui, mas ele tem um SoC jurássico em comparação.

Switch tem bastante variabilidade dependendo dos jogos (e das revisões dele). Se fizessem uma revisão nova dele num processo moderno era capaz de durar horrores, mas o Tegra X1 já tá quase fossilizado de tão velho.

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É exatamente isso que você tá falando desde o início. Que ARM não vai melhorar a questão da bateria dos consoles portáteis. Eu mostrei que até o TDP deles é menor.

Entenda: eu não tô dizendo que vai durar 24 horas. Tô dizendo que vai ser bem melhor que a uma hora numa bateria de 40Wh que eles tem atualmente.

Lembrei por que eu não estava mais acessando o Tecnoblog… cansaço mental de gente que não sabe fazer interpretação detextos básicos…

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