Que fim levou o padrão ATX12VO?

Alguém sabe se esse novo padrão de fontes já começou à ser adotado em massa?
Diziam que seria uma fonte bem mais efetiva se convertesse apenas para 12V e deixasse a placa mãe converter para as outras duas tensões requeridas (3.3V e 5V).
Fora a economia, a melhor parte era a redução dos cabos do conector ATX, que deixava o build mais limpo e talz.

Eu tenho uma fé nesse novo padrão, mas nunca mais ouvi falar dele. hahaha

Tá sertu

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Eu não gostei de coloca na placa mãe os reguladores 5v e 3,3v ao meu ver só vai encarecer as placas mãe sem aumentar a eficiência em relação a uma fonte que tenha esses conversores internamente.

Unica vantagem é diminuir o numero de cabos da fonte.

1 curtida

Pelo que lembro, disseram que a placa mãe não precisaria converter se ela soubesse que não precisa converter… ex.: não tem SATA? Não precisa converter os 5V.

Apesar de encarecer as placa mãe, em teoria, deixa as fontes mais baratas. =p

Até o momento a adoção é minúscula. Lembro que um pouco antes do lançamento da 12ª geração da Intel apareceram rumores de que ela iria exigir o ATX12VO nos desktops, mas não se concretizou.

Acho mais provável o ATX12VO aparecer naqueles computadores prontos com placas-mãe proprietárias da HP, Dell e similares (que já vinham usando fontes proprietárias, só com a linha de 12V) do que no mercado geral…

A principal vantagem desse padrão parece ser facilitar o gerenciamento de cabos.
De resto, não parece ser algo que traga vantagens únicas.

Dos argumentos que eu li, principalmente desse link: (Intel’s ATX12VO Standard: A Study In Increasing Computer Power Supply Efficiency | Hackaday), eu tiro o seguinte.

Você simplifica e barateia as fontes, mas aumenta a complexidade e o custo pra placa-mãe. Eu não sei se isso é uma grande vantagem considerando que é mais comum a placa-mãe dar problema do que a fonte (placa-mãe geralmente tem garantia de até 3 anos, já fonte você encontra com garantia de até 10 anos). Fora que separar o trabalho da fonte entre a fonte e a placa-mãe pode dificultar você fazer o diagnóstico de falha, já que agora o problema de energia pode ser a fonte falha ou o conversor da placa-mãe falha.
Uma das supostas vantagens seria aumentar a eficiência e permitir atender níveis exigidos por governos, mas as fontes mais eficientes hoje já atendem esses níveis.
Outro problema é a compatibilidade. Uma fonte 12VO não vai servir pra uma placa-mãe não-12VO (que é a maioria hoje), então pra esse padrão vingar, as fabricantes de fonte e placa-mãe precisam se coordenar.
A Intel tentou fazer isso com o Alder Lake, mas deu pra trás provavelmente depois da reação negativa das fabricantes de placa-mãe.

Enfim, é um padrão novo que precisa de mais de um ator trabalhando em conjunto para fazer vingar. Eu chuto que não vai acontecer tão cedo assim.

Tenho uma fonte que está no 3 PC já, só não tá no principal pq montei um servidor de arquivos e como precisei de mais uma fonte boa, a nova foi pro PC mais novo e ela ficou no servidor de arquivos.
Então pro meu perfil de uso, uma fonte mais cara e uma placa mãe mais barata é a melhor solução a longo prazo.

Fora que, eu posso ter uma ótima fonte em uma placa mãe barata, o que eu não posso ao usar esse padrão, pois a placa mãe barata cortaria custos e teria conversores inferiores, me obrigando a comprar uma placa top de linha para ter bons reguladores.

Eu tenho aqui uns computadores HP e Dell com a placa estragada, as fontes estão perfeitas mas os controladores das mobos estão queimados. Por conta disso, tenho que me desfazer das peças porque ninguém aceita mais esses PCs com tecnologia proprietária, não se acha peças de reposição em lugar nenhum.
Minha esperança com esse padrão era simplificar o projeto das fontes, deixá-las mais frias e abandonar de vez aquele bolo de cabos dentro do PC, quem sabe a indústria nacional até pare de entupir o mercado com aquele lixo de 200W que vem de brinde nos gabinetes!

Uma ótima fonte é algo relativo. 80+ White? 80+ Gold? Uma que ligue o PC?
Mas até onde eu lembro, o ATX12VO é mais para quem está olhando pra conta de luz.

Esse é um ponto chato mesmo. Porém eu tenho visto mais fonte queimando que placa mãe não usada em overclock queimando. (As placa mães que não são inteiramente projetadas para overclock, não deveriam ser usadas para overclock mesmo que sejam X570… as de over são bem melhor projetadas com componentes melhores e super mais caras…)

Seria bom alguma coordenação nesse mercado… se a Intel deu pra trás, então RIP esse padrão… =\

Faz sentido, mas espero que tu esteja errado. hahaha

Nem só de eficiência vive uma fonte, quero além de pelo menos um 80+ white que os capacitores sejam bons e não estraguem fácil e os circuitos de proteção sejam robustos.

Aqui em casa tem 3 Corsair, sendo a mais antiga uma CX400 com mais de 10 anos de uso.

Ah… a certificação 80 plus nem serve pra absolutamente nada… é uma piada… A 80 Plus não lista os componentes… ai os fabricantes modificam e vendem com o selo… além disso, os testes são mal feitos… existe uma variação muito grande na temperatura “controlada” dos testes deles.
Quando a Cybernetics começar à virar padrão, ai sim…

Aqui tem uma Corsair VX450 e NUNCA mais compro fonte Corsair… pelo menos não Corsair VX… hahaha
A minha não suporta um Ryzen 5 1600AF, 4x4GB, GTX 1650 stock… em teoria, 420W seriam mais que suficientes, mas essa de 450W fica desligando… Troquei pela SeaSonic 520W com uns 6 anos de uso do meu FX-6300 e faz uns 2 anos que não desliga sozinho…

(nunca mais compro uma VX porque elas foram descontinuadas haha…)

1 curtida

Nunca tive contato pessoalmente com a linha VX nem a VS (sempre me pareceram meio suspeitas), as 3 fontes aqui são CX, CX400, CX430 (sem certificação, eficiência um pouco mais baixo) e CX550M.

Quando me referi ai 80+ nem é pela qualidade deles, é simplesmente por querer uma fonte com um mínimo de eficiência certificada, pq se uma empresa não se da ao trabalho nem de certificar na 80+ que é cheia de facilidades então dificilmente vai entregar a eficiência da etiqueta.

Ai é que mora o perigo… O 80 Plus certifica uma coisa, a empresa muda os componentes internos para baratear o projeto mas não muda o sku e tu tem uma fonte “certificada”… (e tu não tem como comparar porque até onde eu lembro, na certificação da 80 Plus não tem o projeto para comparar…)

Ai entram os reviews independentes, tem bastante testes na internet para avaliar se isso é uma pratica comum da empresa em fazer ou não.

Deve ter umas 5 ou 6 equipes no mundo capazes de fazer resenhas decentes de fontes…
Pessoal da Cybernetic, TecLab, Tech Jesus (Gamer Nexus), a turma do Linus Gabriel Sebastian e mais dois canais que eu esqueci o nome mas que eu vi que sabem usar um test loader de forma correta… o resto ou se baseia em multimetro, ou se baseia em software…

Infelizmente fonte é uma coisa que é pouco valorizada na hora de montar um PC.

Uma forma indireta de saber como andam as fontes é ver testes de outros componentes como placa de vídeo e ver que modelo de fonte estão usando, assim tu tem uma noção se a fonte consegue segurar aquela configuração;