Procon-SP notifica LinkedIn por barrar anúncios de vagas para negros e indígenas

Se duvidar metade dessas perguntas tem a resposta nos termos do LinkedIn.

Tenho 2 comentários sobre essa matéria:

  1. Procon não serve pra nada. Ser “notificado” pelo Procon não te causa prejuízo algum por si só. O máximo que vai acontecer é - ao final de alguns meses - ele emitir uma carta alegando que ele tentou resolver a disputa, sem sucesso. Essa carta pode, futuramente, ser usada em um processo judicial… Mas ai é outra história.

  2. A alegação do Linkedin (de que os anúncios são “discriminatórios”) é verdadeira… Se você observar o sentido literal da palavra, é exatamente o que está sendo alegado.

Se você tem uma oferta de emprego apenas para negros, para índios, para deficientes, para colombianos, para anões, para mulheres… São todas formas de “discriminar” o tipo da pessoa para o qual a vaga foi feita.

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Pra variar um monte de militante tentando tumultuar e o PROCON-SP fazendo um desserviço.
O Linkedin não proibiu anúncios de vagas de negros e/ou indígenas, é que tinha empresa se fazendo de boazinha (pra enganar a massa) fazendo anúncio de vagas permitindo apenas a participação de negros e indígenas.
Além de ser proibido pela CF esse tipo de discriminação é cruel uma mulher (gestante ou não), comunidade LGBT e afins e homens brancos na linha de pobreza sendo proibidos de disputar vagas por pura discriminação.
É bem simples, não pode discriminar ninguém…

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Pensei o mesmo, quando a penalização agrada a militância do mimimi pode, quando eles não querem não pode fazer.

Não exatamente.
O Estatuto da Igualdade Racial instituiu o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) para servir como “uma forma de organização e de articulação voltado à implementação do conjunto de políticas e serviços destinados a superar as desigualdades étnicas existentes no país, prestados pelo poder público federal.” (Sinapir: saiba o que é, como aderir e quais os benefícios para estados e municípios).
O artigo 48 do Estatuto da Igualdade Racial lista os objetivos do Sinapir (L12288), que inclui “promover a igualdade étnica e o combate às desigualdades sociais resultantes do racismo, inclusive mediante adoção de ações afirmativas;”, sendo que o programa de trainees só para negros da Magazine Luiza se encaixaria como uma ação afirmativa com esse objetivo.

Quando a discriminação é ao contrário (ou a favor de “minorias”, como preferirem), o PROCON se vê obrigado a intervir pela injustiça praticada. O LinkedIn fez exatamente o certo: limaram um anúncio discriminatório da plataforma. Exatamente como o colega @Nahame postou aí antes de mim.

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Eu ao ler o título da notícia: :face_with_monocle::rage:
Eu ao ler a notícia e o que o Linkedln fez de fato: :clap:t2::wink:

Alguém tem esse anúncio? Fica dificil comentar sem saber COMO foi escrito ele…