O designer tenta, mas não consegue fugir da Adobe

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Eu tive minha primeira experiência com o Figma na última semana, que ferramenta espetacular!
Achei excelente, quase tudo era muito intuitivo e fácil de mexer. Em vários momentos lembrei do Autocad e Photoshop, pois parece que o Figma juntou coisas boas de ambos.

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Não é à toa que os softwares da Adobe são muito pirateados. O ecossistema da Adobe possui os melhores softwares na área de edição e design. Sem contar o modelo predatório de assinaturas que a empresa possui. Ao contrário de outros SaaS, a Adobe possui programas com caras e desvantajosas assinaturas para o consumidor final.
Também tem ficado mais difícil encontrar alternativas aos aplicativos da Adobe voltados para algumas áreas.

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Mas a cada 5 anos surge uma boa alternativa a esses softwares dominantes.
Teve uma época que o Final Cut era o principal editor de vídeo do mercado, muita gente comprava Mac por causa do Final Cut, aí o Premiere começou a dominar o mercado de edição de vídeo e foi cada vez mais roubando usuários do Final Cut, até que o Premiere começou a dar muito problema e ficar caro demais, então o DaVinci Resolve surgiu como uma alternativa mais barata e melhor, passando a crescer bastante nos últimos anos.
Mesmo toda a integração do Premiere com os demais aplicativos da Adobe não foi suficiente pra manter as pessoas dependentes do Premiere. Eu já usei After Effects e Premiere, é surreal poder copiar os arquivos da Timeline do Premiere e colar no After Effects.

Para fotos o pacote Adobe ainda pareça ser de longe a melhor opção. O Lightroom é uma ferramenta sensacional e o Photoshop todo mundo conhece o nome, mas nada impede de surgir uma nova ferramenta pra edição de fotos num futuro próximo ou algum app de tratamento de fotos ficar mais profissional e vir a competir com o Lightroom.

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Como usuário Adobe há uns 15 anos, o que ninguém pode discordar é que a empresa é empenhada em entregar uma experiência consistente, pelo menos nos carros-chefe. Quando eles iniciaram a interoperabilidade e interconexão entre os aplicativos, copiando e colando assets foi um divisor de águas, pois melhorou muito o fluxo de produção.

Tem muita gente que acha predatório o modelo de assinaturas, mas pra quem trabalha diariamente na suíte, e usa pelo menos uns 2 ou 3 softwares, é até que ok. Aqui paga-se pela conveniência de ter um software sempre atualizado, com novos recursos a um preço mensal mais baixo que seria a compra “fechada” do pacote. Claro, se fosse mais barato, seria ótimo, porém temos que analisar isso num cenário profissional e não da pessoa que só quer editar alguma coisa vez ou outra.
Nesses casos, a “suíte” Affinity é matadora e nem tem o que se discutir, ela entrega quase tudo dos softwares similares na Adobe.

E pra quem precisa apenas do Lightroom, o Luminar AI está aí, com ferramentas automatizadas que estão uns 2 anos (no mínimo) à frente da Adobe. Mas o modelo de faturamento deles é ainda pior, com cada ano lançando uma versão com alguns novos recursos, melhorias de estabilidade e forçando a nova compra.

Mas o que me prende, é todo o ecossistema criado pela Adobe. O Fonts é fenomenal, além de muito prático, as bibliotecas compartilhadas são espetaculares, o Acrobat DC então… E agora com o lançamento do Express que é uma ferramenta poderosíssima.

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Um designer bom sabe fazer coisa boa em muito software.
Um ruim é um usuário de softaware apenas.

Esses melhor ficar longe!

Eu antes trabalhava com criação de posts e vídeos para o Instagram usando apenas o Photoshop e Sony Vegas. Mas com o tempo fui dando mais chances ao Canva e Cap Cut. Em coisas simples eles são muito bons em resolver sem precisar recorrer a softwares mais complexos e completos, embora eu sinta falta de algumas funcionalidades existentes apenas naqueles.

Não é bem assim. Existem suítes que são completas e com ferramentas até mesmo exclusivas que proporcionam uma experiência única ao profissional que trabalha com elas. E quando alguém extrai o máximo disso e oferece ótimos resultados, que talvez não conseguiria com outras suítes, não significa que é um profissional ruim. Talvez só não esteja familiarizado com a concorrência, ou, como mencionei, a concorrência tenha limitações.

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Também não acho que seja assim.

Eu vejo da seguinte forma:
Designer que sabe usar um monte de software é prolífico. Isso não quer dizer necessariamente que ele é um bom designer.

Um designer bom é aquele que tem um bom conhecimento de design e consegue usá-lo para entregar um bom trabalho. Se ele consegue entregar esse resultado através de apenas um software ou de vários só mostra o quão versátil ele é em aprender a usar softwares.
Um designer ruim vai entregar resultados ruins porque a base de conhecimento de design dele é ruim e isso não vai mudar se ele sabe usar um ou vinte softwares diferentes.

A Adobe hoje tem um ecossistema de software. Quase todos eles se integram como se fossem um só. O exemplo mais claro é o Premiere e o After Effects. Você está editando um vídeo e precisa de um efeito do After Effects. Prepara o efeito, copia, cola no Premiere, ajusta. Mais simples, impossível. E isso vale pra quase todas as ferramentas.

Uma suíte que até tem ferramentas competentes são as da Infinity. Pra quem não quer se prender a uma assinatura ou faz apenas uso ocasional, não deixam quase nada a dever às ferramentas da Adobe. E, de quebra, a versão pra iPad é superior a qualquer outro por muito.

Inclusive o Linus (Tech Tips) fez um vídeo sobre isso há uns 2 anos atrás, justamente pela questão do valer ou não os US$ 10.000 anuais (à época) que ele desembolsava em assinaturas.

Tem 6 anos que basicamente não uso para criação de peças e ilustrações nada da Adobe, eu migrei totalmente para o Affintiy Photo e Affinity Designer, os dois suprem totalmente qualquer demanda dessa área, fazendo eu posso dizer que 99% de tudo o que os mesmo softwares da Adobe fazem.

Além de que o modelo de negócios dele é muito melhor fazendo a compra única do programa e recebendo atualizações gratuitas do software sem qualquer custo adicional, em uma parcela da Adobe você adquire um programa pra sempre.

Por ser um programa mais recente e não igual da adobe que carrega o mesmo códigos antigos apenas atualizando, o Affinity é muito mais leve, e seu workflow com ele é mais rápido por que qualquer coisa que você possa querer executar no affinity é muito mais simples é intuitivo.

Os único problema que vi no Affinity é compatibilidade com alguns SVG da internet que abrem somente em bitmap devido a uma escolha de exportação do criador.