Venda de celulares no Brasil despenca 30,7% e preços aumentam

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Venda de celulares no Brasil tem queda de 30,7% durante o segundo trimestre de 2020 devido à pandemia de COVID-19

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Lei da Oferta e Demanda no mundo:
Compras de determinado item cai > Preço também cai.

Lei da Oferta e Demanda no Huezil:
Compras de determinado item cai > Preço aumenta

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Famoso oportunismo exacerbado.

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Mas teve a queda na produção de celulares também.

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Tu esqueceu de adicionar que quando a demanda aumenta no Huezil, o preço também aumenta… e fica encalhado no mesmo patamar por anos e anos.

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Sendo chato: todo mundo fala que é ganância, mas qual é o grande plano? Os preços estão maiores e as vendas caíram por motivos óbvios, por que eles continuariam fazendo isso?

Nos tempos áureos do Brasil, na década 00, lembro que a indústria automobilística era muito mais lucrativa aqui que no resto do mundo. Mas nunca ouvi falar que a indústria de eletrônicos é especialmente lucrativa aqui, não sei se eles trabalham com margens maiores aqui.

Errr, lucro? Talvez, só chutando mesmo.

Porque sabem que: 1. Existe público que ostenta marca. 2. Existe um grande público desinformado que confia na palavra do vendedor, onde ambos não tem nenhum conhecimento técnico e acham que ter 20 câmeras na traseira é ótimo, mesmo se o aparelho tiver 0,5Gb de RAM.

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O ciclo eterno do caíram as vendas porque o preço aumentou ou o preço aumentou porque caíram as vendas.

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Mas suponho que nada disso seja diferente do resto do mundo né?

Desde que existe smartphone o dólar só aumentou (mais que duplicou) e os benefícios fiscais foram diminuindo. Junto a isso os high-ends ficaram mais caros globalmente. Não faltam motivos para o preço não subir ano a ano como está acontecendo.

O problema claro que eu vejo é que tem o bloqueio da fabricação nacional, então o mercado tem barreiras enormes de entrada, o que fica bem claro pela diferença de preço da Xiaomi do mercado cinza e importados legalmente. É muito díficil para qualquer um entrar nesse jogo contra Samsung, Motorola e LG que estão com tudo consolidado, de fabricação a logística.

Não é porque “otário continua comprando” ou “brasileiro ostenta”. Ao menos, nunca vi nenhuma evidência…tipo lucro por unidade maior ou algo assim.

Acho que a ordem dos acontecimentos é que está errada.

Os preços aumentaram e a venda de celulares despencou 30,7%.

Eu estava olhando para trocar de celular antes da pandemia estava custando 1.800 bozos agora não encontro o mesmo aparelho por menos de 3.500 bozos. Aí desisti da compra, ficou inviável.

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Tentei imaginar essa situação e me veio uma palavra à cabeça… tripophobia. hahaha

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Sim, com certeza o problema da importação é geral, em todos os setores no Brasil. No entanto, Samsung e Motorola, ao menos, tem montadoras aqui. Logo, falar que a alta do dólar/impostos de importação pressionou a alta repentina de preços não pode ser seguida como uma regra, afinal existe vários estoques (montadoras, operadoras, lojistas)…

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Esqueceu de mencionar a Semana do Huezil, onde os produtos são metade do triplo :rofl: e logo teremos a Black Fraude Huezil, com preços também pela metade do triplo :sunglasses:

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Todas as peças são de fora, as variações do dólar devem impactar da mesma forma. Inclusive, o aumento do dólar foi de 30% do dólar, mais ou menos alinhado com o aumento da reportagem. Isso sem falar da falta de peças que só piora a situação. A fabricação nacional ajuda a ser mais barato que os concorrentes, não contra o preço do dólar.

Em relação aos impostos, estou falando de forma histórica, como o como o término da Lei do Bem.

Essa foto não é evidência, é só um exemplo anedótico, dá para tirar de qualquer lugar. Só faz sentido se você me dizer que isso é feito especialmente para o Brasil ou vende proporcionalmente mais que em qualquer outro país.

Alguém me explica porque as leis básicas da Economia não funcionam no Huezil? É oporturnismo do empresário brasileiro, protecionismo, mercado muito regulado pelo Estado? Porque não pode, eu não consigo entender o brasocapitalismo.

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Então voltamos ao meu comentário inicial. A Lei da Oferta e Demanda.
Você está certo, se pegarmos o dólar de 1º de janeiro, até hoje houve uma alta de em torno de 30%. Já era de se esperar que os preços aumentassem, a paralização de fábricas por falta de peças, menos voos/navios transportando mercadorias.
Mas, com vendas baixas, o movimento natural é que as margens de lucros sejam reduzidas, para que as vendas não caiam tanto, pois estoques também geram custos, assim como fábricas paradas sem produzir (mas não pode falta de peças, e sim por baixa demanda).

E isso tudo sem levarmos em conta que já vínhamos de uma alta histórica: Preços de celular crescem até 266% e vendas no mercado cinza disparam – Celular – Tecnoblog

Vender no prejuízo também não faz sentido, a não ser que você tenha algum objetivo futuro. Nos países desenvolvidos, aparentemente optaram por destacar produtos mais acessíveis ao invés de diminuir o preço. Não sei na Índia e, sei lá, no México que seria mais parecido…o que aconteceu com o mercado durante a crise.

A maioria dos fabricantes de smartphones vivem no vermelho ou próximo disso, não parece ter margem para tirar. Não duvido que a Samsung/Apple lucre mais no Brasil, mas fato é que nunca vi nenhum dado sobre isso. A questão das montadoras tinham algumas notícias, assim como o Santander para ficar em outro paralelo de empresa estrangeira que lucra muito aqui. Tirando a Motorola, o Brasil não parece especialmente estratégico para nenhum deles.

Em resumo, não duvido até porque tem esses precedentes, mas nunca vi nada confirmando que os smartphones poderiam ser mais baratos e vendidos com lucro equivalente no Brasil. Tudo nos últimos anos tem incentivado esse aumento, o que torna muito razoável o aumento do mercado cinza: ficou tão caro comprar legalmente, que as pessoas voltaram a abrir mão da garantia/comodidade.

Tem que ver a margem de lucro do varejo também. Smartphone eu não sei, mas lojas de informática como Kabum subiram absurdamente os preços mais pelo oportunismo do que pela alta do dólar e escassez na produção.

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Sim, tem esses intermediários, mas geralmente são até mais baratos que as lojas oficiais no online pelo menos.

A teoria do preço dos smartphones serem altos aqui, é que as fabricantes poderiam vender mais barato e ganhar no volume total. Elas só deixam caro porque brasileiro gosta de ostentar, então no final perderia valor se todo mundo tivesse um iPhone/Galaxy S. Mas se a gente parasse de comprar, eles baixariam o preço porque o lucro é exorbitante mesmo. Pode ser, mas nunca vi nada indicando esse lucro.

Mas nesse caso do Kabum diria que é lei de mercado funcionando perfeitamente, eles tiveram aumento de demanda dos produtos que estava com produção comprometida e o dólar subindo. Sabendo que ia ficar sem estoque e viria remarcado, subiram o preço. Se aumentarem demais, aí é comprar em outra loja, que acabei fazendo com um mouse que estava mais barato em outra loja.

Só faz sentido criticar se a gente entender que é algo básico, tipo EPI/respirador ou comida mesmo. Mas acho que a maioria concorda que não seria o caso do Kabum.