Tecnocast 239 – Algo tem que mudar na Netflix

Ou a Netflix é comprada por alguma empresa maior, com mais serviços que podem ser atrelados ao serviço de streaming ou o modelo de negócios dela não vai ir muito longe.

Galera reclama do preço, com razão, mas será que cobrar menos é rentável?

Como bem dito durante a conversa, outros serviços tem coisas maiores por trás, acaba que o streaming é só um extra. Disney e Warner Media conseguem colocar conteúdos que já foram produzidos (e rentabilizados) em outros lugares e mesmo as produções exclusivas levam a outras coisas, como as séries da Marvel que fazem parte de um universo muito maior e que o consumidor vai ter que ir gastar grana no cinema se não quiser esperar muito pra continuar acompanhando, fora licenciamento de brinquedos, jogos, roupas e tudo mais. Além disso tem a programação esportiva nos serviços das duas que são basicamente bancadas com propaganda, não dependendo de renda advinda de streaming.

O Prime Video é só mais um extra pra dar valor agregado a um serviço principal de sua produtora: compras na loja. A Amazon tá pouco se lixando se o streaming sozinho é rentável. Quer saber é quantos clientes do serviço vão ir comprar na loja dela.

Por tudo isso, conseguem cobrar menos e se manter rentáveis. A Netflix não consegue.

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A participante quando vem com esse papo de “elite”, “homem branco” e etc, deixa subentendido que quem elogia e morre de amores por uma House Of Cards,por exemplo, só são homens, brancos e ricos. E só estou falando isso porque no Tweeter dela, ela expande esta ideia falando das elites que desejam uma Netflix como uma “casa de artes”. Fala sério. Isso mais obscurece do que enriquece o debate. Querer algo com mais qualidade e profundidade não é coisa de rico somente. O conteúdo de massa, inclusive, não precisa ser panfletário, maniqueísta e exaltando o tempo inteiro uma bela bunda de fora, atiçando apenas os instintos básicos do ser humano.

Lisbela e o Prisioneiro, O Palhaço e os dois Tropa de Elite, são, pra mim, dois filmes que podem ser de “massa”, mas com ótima qualidade. Os três mostram realidades brasileiras de pontos de vista diferentes.

Dá pra sentir, em diversos momentos um tom agressivo no falar dela e isso acaba deixando quem ouve e quem entrevista na defensiva, como se precisasse concordar, pra não ter que “se ver com ela”.

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Olha, acho que as considerações da convidada sobre a qualidade da programação da Netflix não foram nessa direção, não. Quando ela fala sobre o “homem branco” em House of Cards, está referindo a um certo modelo de séries que gerava sucesso na TV fechada americana e que tinha como centro um homem (branco) problemático numa jornada de anti-herói. Daí se destacam Sopranos, Breaking Bad, Mad Men - e House of Cards entra nesse esquema, seguindo o mesmo molde que já era associado a produções de sucesso, produções tidas (com razão) como sinônimos de uma TV mais adulta e artística. Me pareceu que ela apenas destacou esse contexto maior e procurou mostrar que, com o tempo, a ênfase nesse discurso de distinção da Netflix não consegue se sustentar, porque ela tenta ser massiva e precisa agradar todos os públicos. Nenhum problema em não gostar dos reality shows ou séries de comédia padrão - também não gosto -, mas não dá pra ficar exatamente surpreso com a introdução desses conteúdos, não numa lógica de abraçar todos os públicos.

E acho que, quando ela fala um certo viés elitista, isso se refere a uma análise que não considera esses pontos e repete apenas o discurso que a Netflix tentou fazer lá atrás. Nesse sentido, pode se tornar um discurso elitista.

Sobre o tom, bem, aí é um lance de cada um. Por aqui, considerei o tom apenas firme, o tom de alguém que está falando sobre um tema que estuda direta e indiretamente há vários anos.

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Um problema grande que eu vejo muitas pessoas tendo é o excesso de conteúdo (streaming, esportes, video games, livros, podcasts, etc), e tudo isso em diferentes lugares e plataformas.

A quantidade de conteúdo aumenta a cada ano mas o tempo das pessoas é sempre o mesmo.

Então o que acaba acontecendo é que você tem que escolher os que você mais gosta é ficar com esses para fazer o seu dinheiro valer. Se não você assina, compra e não usa.

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Só se for pela Microsoft, porque as de mídia já tem suas estratégias de streaming.

A Netflix podia disponibilizar suas produções por mais tempo nos cinemas e investir mais na publicidade desses filmes. Também acho que a quantidade excessiva de conteúdo exclusivo, que só estão disponíveis assinando o Streaming, pode ser prejudicial a longo prazo. Algumas séries (exclusivas) poderiam ser disponibilizadas em outras plataformas, a Netflix não perderia tanto dinheiro e ainda tem a chance de atrair novos assinantes pra plataforma. Eu ainda não cancelei, mas já mudei pro plano mais básico. Caso haja um novo reajuste aí não vai ter jeito, terei que cancelar mesmo.

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Eu vejo bastante publicidade da Netflix, aqui em São Paulo tem em vários lugares. Publicidade online eu acabo ignorando mais, então não sei dizer se tem bastante investimento.

Eu sou a pessoa a favor de assinar sob demanda. Assiste o q quer, cancela e assina outro.
E por aí vai.

Assinei Netflix por anos, pois era o q tinha pra fugir da TV a cabo.
Hoje estou assinando HBO Max pra ver algumas coisas. Qd cancelar, pretendo assinar Disney pra ver outras coisas.
Um dia, eu volto pra Netflix, se tiver algo q queira ver.
E vou fazendo assim. Não me fidelizo com nenhum serviço.
Também não vou assinar tudo de uma vez.

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O pior da Netflix é a lacração

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É só a Netflix parar de lacrar!

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Como comentado no episódio, Netflix é o melhor serviço. O aplicativo é intuitivo, funciona bem e roda em muitas plataformas diferentes, talvez seja o único serviço que tem app para PS3 e Xbox 360.
Meus pais tem uma smart TV LG de 2012 no quarto, daquelas que nem usava Web OS ainda, mas a Netflix funciona bem nela até hoje e o app do Youtube não funcionava bem nem quando a TV era nova.
Netflix funciona bem até com internet ruim, enquanto que outros serviços falham até com internet boa.

Porém, é só questão de tempo até que as plataformas concorrentes melhorem os serviços, inclusive já melhoraram bastante. Era uma tortura tentar usar o HBO uns 4 anos atrás, mas hoje funciona bem.

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