Tecnocast 234 – Muitas redes, muitas faces

Olá, primeira vez que escrevo por aqui mas acompanho o site e o podcast já faz um tempo. Sempre sinto vontade de escrever, mas acabava postergando. Acabo de quebrar esse tabu, não sei dizer se irei me manter ativo, embora acredite que externar mais sobre o que penso é algo necessário para mim. O tempo dirá!

A respeito das redes sociais, eu sempre tive um relação conturbada com todas elas. Mantenho atualmente só twitter e linkedin, este último usando bem pouco. Tive instagram e facebook também, que cancelei há muito tempo e pretendo ficar assim por enquanto, devido a tantas denúncias e escândalos que gira em torno da toxicidade que envolve querer ser um usuário ativo e bem engajado - especialmente para mulheres jovens, essas são as que mais sofrem e eu, tendo duas filhas, me incomodo imensamente em ver a estética, beleza plastificada e posicionamento sobre tudo e qualquer coisa, que é promovida pelo senso comum nessas redes.

Talvez o que me falta é um pouco mais de foco em cada rede, que foi mencionado várias vezes no episódio. Sinto vontade de ter um perfil no tiktok para mostrar minha arte marcial por exemplo, de ficar mais ativo no twitter para me engajar com a tal “bolha tech” e o linkedin como ponte para outras empresas que fazem parte do meu convívio profissional, porém mais uma vez o chorume, ódio gratuito e ironicamente a extrema necessidade de aceitação e sucesso que as pessoas querem ter na vida online (parte de um paradoxo que estudiosos farão teses de mestrado em um futuro próximo), me afasta de todas elas.

Já pensei em fazer até uma via de mão única, apenas ir publicando o que bem entendesse nas redes, sem falsidade nem querendo seguir as tendências, sem interagir com ngm, nem seguir de volta etc. Isso não é usar a rede com o propósito de que ela foi pensada, poderia até ser covardia.

Ouvir este episódio me esclareceu algumas coisas, entre elas que eu preciso entender melhor o que me afeta tanto nas redes e como me preparar para o inevitável dia em que minhas filhas, hoje crianças e proibidas de acessar essas redes, farão seus perfis e vão entrar nessa espiral de ignorância, lacração e repressão de discussões abertas sobre o que se discorda. Que Deus me ajude!