Spotify anuncia corte de 6% de sua força global, cerca de 600 pessoas

O Spotify só estava esperando por essa oportunidade para não sair mal nisso. Já que muitas das grande estão e eles nunca foram tão bem, agora vamos ver se vai sobrar um trocadinho maior

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Já tem isso, quiet quitting?? Esse pessoal não cansa de inventar coisas. Bom que essas demissões são aceitaveis, né?

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Apesar de não estar exatamente bem definido, o termo “quiet quitting” se refere, geralmente, ao ato de fazer apenas o que está escrito no contrato de trabalho. Ou seja, nada de ficar se empenhando mais no trabalho para abraçar mais responsabilidades, ficar fazendo hora extra ou ficar disponível para resolver pepino de trabalho fora do expediente.

Depende do ponto de vista.
Se estiverem de fato seguindo o que está no contrato, não há motivos legais para a demissão. Claro que isso só faz diferença em países onde existem leis oferecem algum grau de proteção ao trabalhador contra demissão sem justa causa, como é o caso do Brasil.

Pra empresa é aceitável porque o que ela quer é que os empregados sejam altamente engajados e que aceitem arcar com cada vez mais responsabilidades e carga de trabalho sem receberem a mais por isso. Claro que demitir é mais fácil do que tentar encontrar e resolver a fonte da motivação dos empregados não se engajarem, mas a recente leva de demissões nas big techs parece ter mais relação com o cenário econômico global mesmo, embora a atitude dos empregados possa ter alguma influência também, apesar de provavelmente menor.

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Dado o histórico, leva-se a crer que é mais por fatores econômicos mesmo, visto que é uma tendencia em várias áreas profissionais, onde temos diversas culturas de trabalho que muitas vezes são diferentes.

A cisma com o conceito de quiet quitting é mais ética e ideológica do que prática, pois em teoria, fazer apenas o que lhe foi contratado não é uma falha por si só. Tal movimento é uma resposta a cultura do capitalismo selvagem que incentiva exaltar o trabalho, dando 150% de si mesmo quando não há retorno à vista. É a tal “cultura de LinkedIn” no qual glorifica conceitos de meritocracia e capital e, querem aqueles que o exaltam ou não, destoam com a realidade de muita gente.

Em tempos pós-pandemia, com inflação alta e custo de vida que não acompanham a remuneração dos trabalhadores, especialmente os mais novos, não é surpresa que comecem a se referir a glorificação do trabalho e do capitalismo como um todo com um escarnio, e a piada da torrada de abacate só é toleravel até um certo ponto.

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Eu concordo.
Mas eu também acho que nessa onda de demissões, há uma grande chance de que os que praticam o quiet quitting tenham uma chance maior de estarem na lista de demitidos. Afinal, se eu tenho X funcionários em um setor e preciso demitir 6% deles, eu vou escolher primeiro os que trabalham menos/estão menos engajados, por mais que esses empregados estejam, de fato, cumprindo o que está no contrato.

De qualquer forma, eu também sou contra essa super glorificação do trabalho a ponto de ver o empregado que faz apenas aquilo que está no seu contrato como alguém que “está de mimimi”.

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Sim, nesse ponto assumo que querer evitar em associar tal demissão a quem não “grinda” no trabalho é wishiful thinking meu, visto que atualmente estou em posição similar, o que só causaria mais desolação ao ver que as coisas estão de fato assim.

É tenso ver que muita gente usa de uma crise generalizada pra agir como se não tivesse nada pegando fogo e chamar de histérico quem aponta o incendio.