"Ser mulher na tecnologia é bem solitário" diz CEO da PrograMaria

“O fato é que você acaba tendo que provar a toda hora que é a melhor profissional para a tarefa e sofremos mais questionamentos. Esse é um problema cultural na sociedade e que precisa ser constantemente revisitado para que realmente alcancemos a equidade de gênero.”

Mas isso acontece na maioria dos cargos mais altos, independentemente do gênero. Quanto mais alto o cargo, pior.

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Mas se você é mulher, negro ou lbgtqia+ essa situação aumenta exponencialmente, fique ciente disso.

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Pode até ser um tanto mais complicado, mas exponencialmente? Ai já não tenho tanta certeza.

Sou da época que era LGBT só. Não faço a menor idéia do que o resto significa, qualquer hora olho.

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Oi, @Jefferson_Souza_Silv, bom dia. Tudo bem?

Jefferson, não acho que é possível generalizar a discussão para definir mulheres que lutam contra o machismo em TI de “gente fraca”: as personagens entrevistadas são líderes, dirigem funcionários, ministram cursos e estão à frente de suas respectivas empresas.

Não é “simples assim”. Jornalismo é contra reduzir tudo a casos simples ou anedotas. Essa matéria dá voz a uma minoria: 1 a cada 5 profissionais de TI é mulher.

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Tem uma história que ganhou certas proporções em 2017.
Um homem e uma mulher passaram a responder os emails profissionais com o nome trocado pra ver o que acontecia.

No fim, o home passou a ser tratado como um lixo pelos clientes (que achavam que estavam respondendo para uma mulher) e a mulher passou a ter uma vida extremamente fácil na relação com os clientes via email (que achavam que estavam respondendo para um homem).

Não é da área de tecnologia, mas não muda o fato de que há sinais de que o mercado tem problema com gênero.

A história em si contada pela mulher:

E contada pelo homem:
https://twitter.com/i/events/839950218099576832

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Seu chefe olha para seu decote?
Você sofre assédio velado ?
Você é descreditado apenas por ser do sexo feminino ?
Você recebe menos, apenas por ser do sexo feminino ?

E a lista só aumenta.

E é por isso que esse tipo de matéria e questionamentos ainda existem e depois as pessoas não sabem o porque.

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Não só o mercado. As pessoas em geral tem problemas com gênero.

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L: Lésbicas
Mulheres que sentem atração sexual e afetiva pelo mesmo gênero, ou seja, por outras mulheres.

G: Gays
Homens que sentem atração sexual e afetiva pelo mesmo gênero, ou seja, por outros homens.

B: Bissexuais
Pessoas que sentem atração sexual e afetiva por homens e mulheres.

T: Transexuais
Pessoas que assumem o gênero oposto ao de seu nascimento. Uma identidade ligada ao psicológico, e não ao físico, pois nestes casos pode ou não haver mudança fisiológica para adequação.
A transexualidade não se relaciona com a orientação sexual, mas se refere à identidade de gênero. Dessa forma, corresponde às pessoas que não se identificam com o gênero atribuído em seu nascimento. As travestis também são incluídas neste grupo. Porém, apesar de se identificarem com a identidade feminina constituem um terceiro gênero.

Q: Queer
Sempre foi usada como uma ofensa para a comunidade LGBTQIA+, no entanto, as pessoas do grupo se apropriaram do termo hoje é uma forma de designar pessoas que não se encaixam à heterocisnormatividade, que é a imposição compulsória da heterosexualidade e da cisgeneridade.
A teoria queer defende que a orientação sexual e identidade de gênero não são resultado da funcionalidade biológica, mas de uma construção social.

I: Intersexo
Pessoas que não se adequam à forma binária (feminino e masculino) de nascença. Ou seja, seus genitais, hormônios, etc. não se encaixam na forma típica de masculino e feminino.
A pessoa intersexo está entre o feminino e o masculino. As suas combinações biológicas e desenvolvimento corporal - cromossomos, genitais, hormônios, etc - não se enquadram na norma binária (masculino ou feminino).

A: Assexual
Pessoas que não possuem interesse sexual. Assexuais não sentem atração sexual por outras pessoas, independente do gênero. Existem diferentes níveis de assexualidade e é comum que estas pessoas não veem as relações sexuais humanas como prioridade.

+
O mais serve para abranger as demais pessoas da bandeira e a pluralidade de orientações sexuais e variações de gênero. Aqui são incluídos os pansexuais, por exemplo, que sentem atração por outras pessoas, independente do gênero.

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Eu lembrava do que era LGBT, só o resto que não tinha idéia mesmo. Valeu.

Ps.: Gay era giria norte americana que significava “alegre” (literal, não figurativamente - tinha o mesmo significado de happy) em inglês.

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Não é sobre ser fraco, ou sobre a pressão de grandes cargos. É sobre andar munido de prints de tudo que se faz, para não gerar retrabalho quando relata algo que já foi feito. Para mim especificamente não foi tão difícil o julgamento alheio, pois tenho naturalmente uma personalidade “forte”, que para mulheres costuma ser taxada de megera kkkk mas desde meu primeiro emprego na área, a mais de sete anos atrás, tive que provar o que eu sabia pra gente que sabia muito menos que eu, enquanto colegas do sexo masculino chegavam no local e isso bastava para terem a “confiança” em seu serviço, mesmo que muitas vezes eu estivesse por trás da solução. Felizmente conquistei respeito por meu serviço em todo lugar que trabalhei, mas nunca ouvi um colega homem dizer que conquistou respeito, ele simplesmente recebeu (fora talvez algum estagiário kkkk).

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Infelizmente existe muito machismo no Brasil.
É preciso debater sobre isso na família e nas escolas.

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Me lembro de uma época em q as mulheres eram maioria nos cursos de ciência da computação (até meados dos anos 80) e todas as outras áreas de exatas, como matemática e estatística.
Alguém sabe o porquê isso mudou?

Porventura a resposta de sua pergunta: Como as mulheres passaram de maioria a raridade nos cursos de informática - BBC News Brasil

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Duas matérias que são sempre pertinentes:

“Quando as mulheres pararam de codar”, sobre como uma profissão que era majoritariamente feminina passou a ser marketeada para meninos e como isso mudou a demografia da área.

“A medida em que mulheres crescem em uma área dominada por homens o salário cai”, sobre como uma área que passa a ser vista como feminina começa a ser desvalorizada.

É legal conhecer fatos, antes de recorrer a deboche estúpido.

Concordo Keaton. Essa coisa de ter que se provar independe do gênero. Eu observo os homens e vejo que são competitivos e agressivos uns com os outros. Se queremos entrar no jogo, as regras são estas. Eu nunca percebi mais questionamentos por eu ser mulher. É exatamente igual.

o fato de um artigo ser publicado no nytimes não necessariamente implica que os fatos estão apresentados de maneira estatisticamente correta. Será realmente o fato de as mulheres entrarem para o mercado que fez o valor dessa ocupação diminuir, ou será que a ocupação perdeu valor, por isso mulheres começaram a entrar? Não li o estudo, mas vc identificou a relação temporal @Igor_Pamplona?