Sai Intel, entra Apple: os detalhes da maior mudança nos Macs em 15 anos

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Desempenho, preço, compatibilidade e mais: que esperar dos novos Macs com processadores Apple Silicon baseados em ARM

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Artigo fenomenal! Não esperava menos do Tecnoblog e do Higa!

Sobre o vídeo, um ponto me chamou atenção: o iPad renderizar um vídeo 4k muito mais rápido que um notebook com i7. Fico me perguntando se de fato isso se deve ao poder do processador A12X Bionic, ou se foi otimização a nível de software (quem sabe até gerando um vídeo 4k com um algoritmo que gere um pouco de perda de qualidade, etc).

Não sei, ainda sou cético quanto a um ARM mobile bater um i7 em tarefas pesadas.

Outro ponto: Será que a Apple vai realmente usar os chips de iPads ou ela vai criar um chip ARM específico para Macbooks, dado que a bateria é maior, e a demanda por performance também deve ser?

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Sinceramente, tem alguma coisa que não está bem explicada para mim em termos de arquitetura de HW. Eu não duvido da eficiência dos processadores da Apple. Mas a questão é que olhando para o mundo dos servidores que são grandes devoradores de processamento bruto, já tivemos muitas investidas em pesquisa de grandes players do mercado de HW. E muitas universidades ao redor do mundo tb. E até agora a adoção de ARM, ou qualquer coisa semelhantes a ela em arquitetura, não gerou os frutos que se esperava.
Aí eu me pergunto: Pq???
Ela é energeticamente mais eficiente (ótimo para os datacenters), tem grande desempenho (supostamente). Qual é o problema então? É o toque de Midas da Apple? Ela contrata muitos engenheiros que antes trabalhavam para outras companhias tb competente. Algo que não compreendo não se encaixa.

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Bom, já se tem benchmarks reais baseados no kit de desenvolvimento da Apple. Então saímos do campo da especulação pura e simples pra uma especulação, digamos, mais plausível.

Falando o que interessa: o Devkit da Apple rendeu 811 pontos em single core e 2.781 pontos em multicore no Geekbench. Pra efeito de comparação, o Surface Pro X, que tem um Snapdragon modificado, rendeu 726 e 2.831, respectivamente. Mas daí você se pergunta: mas o que tem de tão importante nisso? Bom, o Geekbench que rodou é a versão x86-64, rodando em cima do Rosetta 2. Ou “trocando em miúdos”: emulado. Enquanto a versão que rodou no Surface é uma versão nativa do mesmo software de benchmark.

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Agora ao invés de fazerem dual-boot com Windows, irão fazzer dual-boot com o Android.

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Higa falou que os ARMs poderão ter resfriamento ativo. Eu não creio que a Apple vá fazer isso. Com certeza ela vai lançar MacBooks pro mais finos e sem ventoinha (e vai se gabar disso). E falando nisso… E os Mac Pro? Em 2027 eles vão ser ARM também? Onde ficaram as placas de vídeo pci-e? Talvez veremos uma evolução da Adreno, afinal originalmente ela foi desenvolvida pela AMD.
E… Coitados dos clientes brasileiros que compraram algum MacPro por R$100 mil ou mais … Em 7 anos eles talvez não tenham mais suporte.

Talvez o MacBook Air possa ser lançado com dissipação passiva (que seria incrível, é o que eu espero), mas isso não faz muito sentido com o MacBook Pro, iMac e Mac Pro, já que com dissipação ativa é possível fazer os chips rodarem em frequências mais altas.

Sobre o Mac Pro, acho que você não faz ideia do perfil de quem compra essas máquinas. Uma produtora de vídeo média de interior, como onde eu trabalho, fatura algo entre R$ 200k e R$ 500k por mês (no eixo Rio-São Paulo, pelo menos). Um Mac Pro, para essas empresas, não é um investimento alto, existem lentes mais caras que ele, e se pagam muito rápido.

Finalizando, um computador não deixa de funcionar quando perde suporte oficial. A gente ainda tem aqui 2 PowerMacs G5 sendo usados diariamente, ligados 24/7 há uns 15 anos (triste é lembrar que eu trabalhei neles quando foram comprados :disappointed_relieved:).

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Não sei, ainda sou cético quanto a um ARM mobile bater um i7 em tarefas pesadas.

Poucas coisas são mais “pesadas” que trabalhar em projetos de vídeo 4k e nisso tanto o iPad quanto esse Mac Mini de desenvolvimento se provaram capazes de realizar sem nenhuma dificuldade. No YouTube você encontra vídeos sobre edição 4k no iPad e na Keynote foi demonstrado uma timeline do Final Cut rodando clipes 4k como se não fosse nada demais.

Eu estou bem empolgado com esses novos chips.

Será que a Apple vai realmente usar os chips de iPads ou ela vai criar um chip ARM específico para Macbooks, dado que a bateria é maior, e a demanda por performance também deve ser?

Serão criados chips específicos, foi falado na Keynote.

A Apple disse que vai lançar uma linha de chips para Macs, então deve ser diferente dos Apple Ax que temos nos iPhones e iPads. O formato dos dispositivos é diferente, não tem as mesmas preocupações de manter um dispositivo fino, gastando o mínimo de energia, etc. Logo, faz sentido ter chips adaptados para essa nova realidade.

Mercado corporativo é outro jogo. Eu não tenho números aqui, mas empresas são mais conservadoras que pessoas, elas não ficam trocando de fornecedor assim que o concorrente passa a fazer melhor. E hoje, quem tem mais capacidade de escala, suporte, tecnologia, é a Intel. Não dá para dizer que a AMD está fazendo um trabalho ruim com os Epyc, mas mesmo assim, a Intel detém 95% do mercado de servidores com o Xeon.

Limitação de desempenho não é problema no ARM se considerar que o supercomputador mais potente do mundo hoje é ARM: https://top500.org/news/japan-captures-top500-crown-arm-powered-supercomputer/

Sim, na verdade em 2022 ou até antes.

Sobre placas de vídeo, lembra que a gente já tem eGPUs hoje que funcionam via Thunderbolt 3. PCIe é padrão em x86 há anos, mas nada impede a Apple de fazer diferente.

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A estratégia da Apple em virtude da margem de lucro é óbvia, mas ainda parece faltar, principalmente nos mercados emergentes, a porta de entrada que o iPhone SE/2 foi. O atual iPhone SE não configura exatamente um aparelho mais acessível e isso falta também em iPad e de forma gritante nos Macs. Acho que mudar os chips para projetos in-house é justamente a oportunidade pra isso. Imagino um “Mac SE” num preço competitivo de entrada para tarefas básicas. Basicamente o que o Macbook 12" deveria ter sido. PS: No antepenúltimo parágrafo reparei que XPTO tem a mesma quantidade de letras que SONY…

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Provavelmente a linha “pro” ganhe mais alguns anos de suporte.

Explicação perfeita!
Só fico com a dúvida em relação a Samsung que foi citada no video. É em realçao ao Exynos? Ela que desenha e fabrica ele né? Talvez se ela investisse mais em pesquisas, poderia bater.

Como o próprio Higa disse no vídeo, a otimização de software ajuda mas não faz milagre — principalmente se tratando de renderização. O hardware manda muito nesse caso. E não tem essa de gerar vídeo com perda de qualidade, já que com o LumaFusion (provavelmente o editor mais popular disponível para iPad) você pode definir a resolução e o bitrate antes de exportar, e vários testes realizados por aí colocam a mesma configuração de exportação no iPad e no Mac/PC pra ser justo.

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Isso, Samsung projeta e fabrica os Exynos (além de RAM, memória NAND, etc.)

Qualcomm, MediaTek, AMD e outras gigantes são fabless, só projetam.

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A Apple tem explícito nos últimos movimentos que ela pretende expandir serviços e diminuir dependência do iPhone, acho que nesse contexto faz sentido lançarem uma linha mais simples de Mac para atender esse mercado de entrada sem perder margem.

Ela já tem o iPhone SE e o iPad, produtos em faixas de preço mais acessíveis que devem fazer mais sentido no sentido de trazer usuários para plataforma/serviços do que lucrar na venda. Não vejo um MacBook Pro ficando mais barato, a estratégia seria lançar um mais simples…provavelmente ressuscitar o MacBook ou algo assim.

Acho que já passou a época da Apple do Steve Jobs, com poucos produtos e foco no hardware. A Apple não entra em guerra de preço, vendendo hardware com zero lucro, mas longe de ter uma linha minimalista como pregava e está avançando forte em serviços. Inclusive, o Cook está fazendo essa transição muito bem ao meu ver.

OBS: não estou falando de Brasil, estou pensando nos EUA principalmente em que eles têm uma presença grande.

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Hoje o supercomputador mais poderoso, é baseado em ARM, no Japão.

Um grupo de ex-engenheiros da Apple está sendo processado por usar trabalhos concebidos na Apple, para criar uma empresa que atenda esse mercado de servidores. Aparentemente não são concorrentes. Mas isso é o que nós sabemos. Nada impede que a Apple esteja desenvolvendo seus próprios servidores, usando chips próprios.

Eu vejo como uma tendência já esperada no mercado, ainda mais com os problemas que a Intel vem tendo com as suas fábricas, inclusive no momento sendo pressionada por uma leve AMD que terceiriza a produção, e só foca em seus projetos. O mercado é claro que vai ficar de olho nessa transição, e observar até que pondo os ganhos em energia e a questão do desempenho compensam para uma migração de arquitetura. E que também não se enganem, a arquitetura X86 é bem complexa e com muito mais instruções embarcadas que a ARM, o que resulta em diversos outros fatores no que se refere ao multitarefa e consumo geral de RAM. Mas vamos observar o que a Apple vai conseguir extrair dessa mudança, e até que ponto isso realmente pode acelerar com o mercado.

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Samsung ia ter que investir muito, atualmente não tão conseguindo bater nem a Qualcomm.

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E não basta bater em benchmark, tem que bater no uso diário. A Apple é a única que conseguiu fazer benchmark alto (não o mais alto) e melhor desempenho sustentado, sem interferir negativamente na bateria.

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