Recomendação de smartphone de até R$ 1000,00

Comprei um Huawei, recentemente e estou satisfeito com ele. Usava os samsung, mas começaram a complicar o manuseamento. Minha mulher tem um A10, mas não gostei. complicao que anteriormente era intuitivo
Agora, como já sabemos, tudo dependo do que se pretende e disponibilidade financeira

Raciocina aqui comigo: um aparelho que sai na mão do camelô por R$ 1.000 e custava originalmente US$ 199, qual a mágica? Considerando o dólar da época a R$ 4,25 temos: o frete, custo de revenda do distribuidor, custo de atravessar o aparelho pro BR (vem do PY na sua maioria esmagadora), custo do dono do quiosque do camelô pra comprar, etc. Pra sermos mais justos: o aparelho no atacado (comprar um conteiner fechado com milhares de unidades) saia por US$ 149. Daí tem toda a questão de custo que já falei.

Então: não existe preço mágico, existe comprar uma carga fechada de produtos que não passaram no primeiro teste do controle de qualidade. Se o distribuidor for comprar só aparelho bom de fato que passou no primeiro CQ da indústria na banca o preço do camelô ia ser praticamente o mesmo de comprar na loja com NF e garantia.

E como eu disse antes, esses aparelhos são loteria: podem muito bem funcionar uma vida inteira como podem morrer como o da minha namorada. Mas só que as chances disso são bem maiores, fora que você não tem pra onde correr se der problema.

Eu entendo seu ponto, e claro, pode ser que isso aconteça sim. O que estou dizendo é que o volume de importação (ilegal mesmo) é grande, MUITO GRANDE e estrategicamente, se uma empresa possui um refugo tão grande é porque a produção é um lixo. Se os aparelhos fossem tão ruins, não veríamos uma horda tão grande de Xiaominions oferecer um aparelho da marca em 11 a cada 10 postagens sobre o tema.
Só pra ilustrar, em Junho/19 a Xiaomi/DL abriu a primeira loja oficialmente aqui no Brasil, mas o marketshare da marca já era de quase 3% de todos aparelhos:

A mágica entre preço no mercado local X importação é muito simples:
Impostos + cadeia de distribuição interna (e aqui entra estoques, seguranças, escolta de carga) + garantia/assistências técnicas (que são obrigatórias para produtos vendidos no Brasil, mesmo que totalmente importados).

Se for por US$149, daria R$633,25. A diferença pro preço que o camelô cobrou dá R$366,75.
Eu não sei quanto disso é o lucro do camelô e quanto é o custo, mas tem que lembrar que ele provavelmente compra em lote, então alguns custos são diluídos.

Então eu diria que o camelô cobrar R$1000 não significa que o produto é refugo, significa que o cara conseguiu um lote por menos do que custaria se ele fizesse o trâmite legal de importação.

Esqueceu de colocar aí na sua conta: frete da China até o PY, lucro do distribuidor que vende o produto no país vizinho, valor do atravessador (trás a mercadoria do PY pro BR), lucro do distribuidor no BR e finalmente lucro do camelô.

@xavier muito desse marketshare se deve a importações diretas. Graças a canais e sites internet afora, o que mais tem é esse tipo de venda. E quem vende direto dificilmente vende as “sobras”. E para uma empresa que produz milhões de aparelhos por mês, eles tem que desovar o refugo de alguma forma. Só que com celular é complicado porque não existe exatamente uma forma de distinguir o que de fato é da linha de produção perfeito e o que teve que voltar pra trás. Anos atrás rolou uma discussão a respeito, mas sobre notebooks. Você tinha como identificar o que era bom e o que era “refurbished” pelo número de série.

Está embutido no “custo” nessa frase:

E os valores específicos é difícil saber. Se compra em lote, parte do custo vai ser diluído entre todos os produtos do lote, e um lote pode conter mais do que apenas um tipo de produto.

Moto G7 é um ótimo smartphone.

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Ressuscitando o tópico, também precisei fazer uma boa pesquisa para encontrar um aparelho dentro da faixa de R$1.000,00 para minha mãe que:

  • Pudesse ser pago em até 10x sem juros
  • Garantia de 1 ano
  • Com 3 ou 4 GB de RAM
  • Armazenamento de 64GB
  • Rode pelo menos Android 9

Por este filtro, todos Samsung da linha A foram excluídos (2GB RAM e 32GB), assim como os LG Kx0s (3GB RAM e 32GB) e o que sobrou dentro dos parâmetros foram:

  • LG K12 Prime tela 6.3 - Helio P22 - 3GB RAM e 64 GB (camera wide 16 mpx e ultra wide 5 mpx)
  • Asus Zenfone Max M3 tela 5.5 - Snapdragon 430 - 4GB RAM e 64 GB (camera wide 13 mpx e ultra wide 8 mpx)
  • Moto E6 Plus tela 6.1 - Helio P22 - 4GB RAM e 64 GB (camera wide 16 mpx)

No papel o Zenfone M3 levaria fácil pois além da grife Snapdragon, também tem o corpo em alumínio (cópia perfeita de um iPhone 7) e um tamanho mais bacana para uma mulher carregar na bolsa. O problema é que o número de relatos falando sobre a durabilidade da bateria e o super aquecimento me deixaram bastante desconfiado.

O Moto E6 Plus, infelizmente era o mais caro de todos (na casa dos R$1.200 em sua versão de 4GB e 64GB) e por usar o mesmo processador que o LG, acabei optando pelo Coreano.

Como minha mãe está usando a poucos dias, ainda não posso dar um veredito, mas no “hands on” que fiz para configurar o aparelho me pareceu bastante competente apesar da idade (lançado em set. 2019) e do preço pago R$900,00 na Amazon. Aparentemente ele ainda deve receber o Android 10 no final deste ano. Pelo menos na Coreia já foi lançada a atualização (lá se chama LG X6 ou Q60 na Europa).

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