Preços de smartphones VS custo Brasil

Seria interessante uma matéria do tecnoblog, abordando todos os aspectos que envolvem um smartphone chegar ao Brasil.

Somos bombardeados em vídeos, matérias de smartphones, com diversos comentários maldosos/ofensivos, e sem o mínimo embasamento de como esse mercado funciona no Brasil. Mais pessoas precisam estar munidas de conhecimento, para que possam aterrizar para a realidade, e até mesmo cobrar mudanças de quem de fato deveria.

Eu colocaria uma matéria dessas, se bem elaborada e ouvindo pessoas envolvidas na área, como serviço de utilidade pública.

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Lembro que fiz um comentário sobre o custo Brasil uns meses atrás.

Outra coisa que eu adiciono nesse comentário é que variação cambial geralmente vai ser repassado, independente do câmbio quando o estoque foi comprado.
Agora, por exemplo, que o câmbio piorou pra caramba, os preços subiram e todos os produtos também subiram junto.

Quem acha que é malandragem de vendedor, tem que se lembrar que os preços pro vendedor agora também subiram, então ele vai aumentar os preços dele pra compensar.
Só pensar num exemplo prático.
Eu comprei um produto de US$100 quando o dólar estava R$5 e paguei R$500 (só pra facilitar) e estou revendendo a R$600 pra ganhar R$100, o suficiente pra cobrir minhas despesas e embolsar uma parte.
Agora o dólar está R$6, todos os preços aumentaram, o que aumentou as minhas despesas. Os R$100 que eu ganharia, hoje não cobrem todas as minhas despesas ou cobrem no limite, então eu vou aumentar o preço pra compensar e me precaver.

Isso, claro, é só um exemplo onde os ganhos não são exagerados.
A dificuldade é que quem está do lado de fora não sabe exatamente qual a conta que os vendedores estão fazendo, então é difícil fazer uma crítica com embasamento sobre a política de preços.

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Pois é, seria legal mesmo um conteúdo assim. Não é só o preço do celular. A empresa precisa gastar com taxas de importação, impostos locais (que são mais altos se o aparelho é 100% importado), seguro para as cargas, custo de transporte das mercadorias, sem contar em todos os valores por trás de se manter uma empresa no Brasil com lojas oficiais, suporte técnico local e tudo mais — que não é nada baixo.

E tem isso do câmbio também. As empresas assim têm uma equipe financeira pra analisar o mercado de cada país em que atua. O dólar atual pode estar em R$5,50 mas pode ser que haja uma projeção de aumento no período de um ano, e essa projeção é considerada no preço para que não seja necessário reajustar os valores da loja todo mês. Se há uma estimativa para o dólar chegar em R$6,50 até o ano que vem, vão considerar isso na hora de definir o preço.

Algumas empresas, pelo volume de vendas, devem conseguir segurar as margens. Outras, com produtos mais caros que de qualquer forma já não vão ter um número tão expressivo de vendas, acabam jogando esse valor para o consumidor.

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Aqui pesa muito a realidade socioeconômica do país. A renda média do brasileiro não é lá essas maravilhas e suprimos isso buscando serviço públicos. Muitas coisas vendidas por aqui são mais baratas ou até mesmo subsidiadas pelas empresas dispostas a sacrificar margem ou ter prejuízo em troca de participação de mercado, principalmente no setor de serviços. Aliado a isso, o poder público tenta financiar os serviços públicos cobrando impostos pesados e mesmo assim ainda tem um déficit crescente, seria no mínimo ingenuidade esperar algum alívio tributário nesse cenário. O Brasil não é um país fácil, simples assim.

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