O que aconteceu com os serviços de compartilhamento de bicicletas e patinetes?

Na China funciona, mas é mantida em parceria com empresas gigantes, tipo a Tencent e Alibaba.
Lá você tem duas opções, pagar por viagem ou pagar um valor mensal e andar o quanto quiser, e a opção mensal é bem barato mesmo.
Outro fator que eu acho que ajudou na China é que lá o conceito “calçada é pra pedestre e rua é pra veículo” é beeeeeem fraco, então lá o povo não liga pra coisas estacionadas/largadas na calçada nem nada. Então é bem comum você ter bicicletas largadas em basicamente qualquer lugar e o pessoal aceita de boa.

Por aqui as coisas são um pouco diferentes nesses dois pontos.
Os preços eram extremamente elevados e eu não acho que a aceitação de ter coisas largadas na rua e calçada seja tão grande assim.

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Só o Bike Sampa conseguiu sobreviver em SP.

Aqui em Santos os patinetes foram uma febre, inclusive a Uber estreou o serviço primeiro aqui. Em 2018 eram acho que 3 empresas operando, hoje acho que nenhuma mais opera, e a prefeitura pegou o aluguel de bicicleta pra operar.

Da mesma forma que chegaram, foram embora.

Aqui em São Paulo ainda existem as bicicletas.

Mas os patinetes morreram, tanto pela má implementação, quanto pelas restrições municipais.

Esse tipo de coisa só cresce se houver muito subsídio no início. Senão fica caro para o que oferece.

Faliram, não eram propostas economicamente viáveis em sua maioria.

As bikes em parceria com o itau que foram as primeiras a se popularizarem acho que ainda vão bem, já que a combinação de custos baixos junto com o aporte do itau pela publicidade combinada com os alugueis deram certo.

Aqui em Floripa a Yellow e a Grin desistiram.

Sinceramente não consigo ver viabilidade no modelo deles, a área coberta era minúscula e peguei muito patinete com defeito.

Sem falar que sempre tinha alguém fazendo palhaçada com os patinete (tentando empinar, fazer manobras arriscadas etc…).

O fim que essas empresas de micro-mobilidade urbana tiveram foi bizarro pra mim.

Primeiro tivemos a invasão dessas startups, que lotaram as cidades com bicicletas e patinetes elétricos.

Depois tivemos as regulações, que é o clássico “custo-Brasil”, onde a empresa teria que oferecer capacete, tornozeleira, treinamento, seguro de vida, etc, e claro, pagar os impostos.

Por último, as empresas perceberam que isso tudo não passou de uma grande bolha, afinal, com roubos, depredações, regulações sufocantes e impostos, ganhar dinheiro foi a única coisa que nenhuma conseguiu.

A idéia não era ruim, usar um sistema de compartilhamento desses poderia ser útil no deslocamento de última milha, mas devido a falta de infraestrutura (estradas são o coletivo de buracos), segurança (ser atropelado ou assaltado), geografia (cidades pouco planas), e um plano comercial mais eficiente, fez este conceito morrer no Brasil mais rápido que as paletas mexicanas.

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Aqui em Goiânia sumiu rapidinho, antes mesmo da pandemia. Usava o Green e tinha um dinheiro lá (porque também servia como carteira digital) e não me deixaram resgatar a grana. A ideia é muito boa, mas acho que não é rentável, pagar R$ 1,50 por meia hora é muito pouco.

Que preguiça de que tudo é “custo Brasil”. Regulações fazem parte no mundo todo, a bolha estourou em vários lugares além do Brasil. Era isso, uma bolha, conseguiram dinheiro de fundos de investimento prometendo muito e montaram um negócio insustentável. Eu usava bastante em Florianópolis, mas para cada bicicleta que via em uso tinha 10 encostadas, tudo muito mal dimensionado.

Usava bastante a bike da yellow em São José/Floripa e duas coisas me chamavam a atenção:

  1. as bicicletas eram horríveis, pesadas com má manutenção.

  2. A frota era muito mal dimensionada, eu andava dias de semana e para cada bicicleta no uso tinham 10 encostadas.

Na tentativa de fazer algo simples pro usuário e confiando nele erraram feio. Já citaram as bikes do Itaú, funciona porque tem lugar fixo pra devolver e portanto há um controle maior das mesmas. Ex: alugueis de carro, na hora de devolver tem vistoria, se teve dano você paga. Nesses apps não tinha como fazer isso, o prejuízo fica todo pra empresa. Nem sempre tornar as coisas mais simples é bom, pode ser um tiro no próprio pé. Por exemplo o painel de controle do Windows, cada vez mais simples e ao mesmo tempo perdendo funcionalidades. Por fim, a questão de burocracia e impostos abusivos, sempre atrapalhando a inovação.

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Na China eu acho que não vistoriavam as bikes também não.
A impressão que dava é que eles deixavam disponível no serviço até ficar ruim demais e depois jogavam a bike fora e colocavam uma nova no lugar.

De qualquer forma, podem falar que é um pensamento egoísta meus mas não estou nem ai, eu dou graças mesmo que esses serviços (malditos) foram embora do país porque eu achava um saco os montes de bikes e patinetes estacionados no meio da calçada ou da ciclovia, atrapalhando tudo e todos. Uma falta de noção do pessoal de matar, fora que vez ou outra tinha um maluco andando de patinete na rua na contramão. O problema disso é que quando eu vou atravessar a rua, eu olho pro lado onde está vindo carro, não fico olhando pro outro lado pra ver se tem um maluco vindo em um patinete. Porque eu espero que o maluco do patinete esteja obecendo o CTB. Mas claro que essa mentalidade não existe em uma parcela do pessoal que alugava essas tranqueiras.

Enfim.

Com ou sem patinetes nas ruas, não confie sua vida na “obediência alheia” ao CTB. Olhe para os dois lados sempre!

Sim, regulações existem em todo lugar, mas o Brasil não está nem perto de ser um lugar amigável para alguém ter um negócio, estamos perdendo até pro Senegal (!!!) na facilidade de empreender, segundo Banco Mundial.

Não digo que foi uma bolha, mas um ajuste do mercado. Assim como o Uber, surgiram várias empresas para competir num mesmo setor, com o tempo aquelas que melhor se adaptaram sobreviveram em alguns países e regiões.

Basicamente qualquer um que chega num fundo de investimentos promete que vai ganhar muito, e a maioria deles sabe que é mentira e já contam que vão perder o dinheiro.

No mundo teórico é um negócio bem sustentável, afinal, o custo de manutenção das bikes é baixo, e cobrar caro por um uso rápido permitia um lucro praticamente instantâneo.

A realidade que se provou decepcionante, seja no Brasil ou exterior, havia depredações, roubos, regulações, e até mesmo a falta de equilíbrio e responsabilidade de alguns usuários na condução.

Aqui em SP nunca vi muitas bikes da Yellow juntas num mesmo ponto, até mesmo perto de shoppings e metrô só vi no máximo 5 e bem espalhadas pela área.

Mas a lógica é ter mesmo um monte delas paradas por ai, afinal, cada usuário leva as bikes para um ponto diferente, então é necessário ter muita oferta mesmo com menor demanda.

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Outra coisa que esqueci de mencionar, carro faz mais barulho então é mais fácil saber se tem um maluco vindo na contra-mão mesmo sem você olhar, patinete não.

Até nisso o sistema de lugares fixos de pegar e devolver as bikes ajudam, evita elas ficarem jogadas em lugares que atrapalhe.

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Acho que ele disse no sentido de “encostadas porque estavam ruins”.

Não voltam aqui pra o Brasil ao meu ver, é algo que exige um custo alto de implantação e tem como principal problema o brasileiro médio que não cuida do que não é seu, fora o abaixo do médio que destrói as bikes quando não roubam…

E o final de algumas delas foi tão ruim que ao invés de doarem as bikes ou tentarem vender, preferiram destruir e vender como sucata. =(

Mesmo neste sentido, aqui em SP pelo menos, as únicas vezes que vi as bikes da Yellow ou patinetes elétricos da Grow depredados/danificados foi nas notícias da TV e internet.

Já passei por elas várias vezes na rua e pareciam ter uma boa conservação, nada aparente pelo menos entregava que a bike tava ali parada por estar quebrada.

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