Desenvolvedores do Linux discutem retirar suporte a chips antigos

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Remoção de código poderia facilitar manutenção do kernel Linux, mas suporte a hardware obsoleto também é defendido

Questão interessante. Um pouco é esbarrar no saudosismo e na egolatria de quem ainda quer que o Linux mantenha suporte a hardware tão antigo. Outra é que a manutenção de algo assim acredito que não atinja nem 1% da base linux instalada mundo afora. E disso eu duvido que tenha algo que seja realmente voltado para ambiente corporativo.

Aí entram outras questões: por padrão, a maioria esmagadora das distribuições oferece um kernel “full”, que é gerado automaticamente e dá suporte a quase 100% do hardware conhecido. Pra esse grupo de fato é interessante que deixar esse suporte de lado é uma forma de enxugar o kernel e acabar de vez com algumas instruções obsoletas. Do outro lado está a turma que “constrói” o seu próprio kernel do zero, configurando APENAS o que a máquina tem de hardware instalado. Isso é bastante interessante pra máquinas antigas e/ou antiquadas em que cada porção de instrução desnecessária a menos impacta positivamente na performance.

Eu, particularmente, já fui do segundo grupo. Em um tempo em que tinha um Pentium 3 800MHz com 256MB de RAM, um Ubuntu da época (10.x) já sofria bastante pra rodar. Enquanto o Gentoo (que lhe permite você “costurar o seu kernel”) rodava lindamente e sem engasgos configurado praticamente da mesma forma. Hoje é construir o kernel com tudo mesmo. A diferença prática de performance em configurações mais modernas chega a ser irrisória.

No frigir dos ovos, pra mim tanto faz se tirarem ou não o suporte. Pros mantenedores do kernel é interessante porque vão ter menos código pra manter e revisar. E um parênteses aqui: os mantentedores desse hardware proposto para ser retirado podem ser alocados em manter outras porções do kernel. Pro usuário comum, não muda quase nada. Pro usuário mais heavy, basta perder algum tempo debruçado no kernel deixando ele exatamente do jeito que ele quiser.

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Em 2005/2006 meu computador era um Pentium MMX 200mhz com 48mb de RAM (pc velho de 1996).
Na época minhas opções de SO eram Windows 98 (muito lento) ou Linux. Passei a usar o Damn Small Linux, que era uma distro super leve onde eu conseguia fazer muito mais coisas do que com o Win98. Na época eu achava fantástico poder usar um software moderno e atual em um computador tão velho.

A maior vantagem do linux é que, se houver interesse suficiente, alguém pode pegar e colocar de volta o suporte no kernel pra qualquer tipo de hardware do qual o suporte tenha sido removido.

Bem lembrado. Temos isso também.

E no meu raciocínio de antes acabo de acrescentar: teriam os contrários à remoção do suporte oficial medo de que esse hardware pudesse não ser mais suportado de jeito nenhum? Apesar que é coisa tão antiga que duvido que até hoje não tenha sido esmiuçado o suficiente. MAS com o fim do suporte algumas instruções relativas a esse hardware (fora o suporte em si) também sumiriam do kernel. Daí não seria só compilar os drivers respectivos.

Particularmente: eu faria um fork do kernel. Manteria um fork principal pro desenvolvimento ativo e outro pro hardware antigo. Pararia de investir tempo e esforço em coisa antiga e usaria essa energia pra criar coisa nova ou aperfeiçoar coisa que já existe. Voluntário é o que costuma não faltar pra manter coisa antiquada. Aliás o que mais tem é comunidade e canal dedicado a hardware super antigo.

Como dito na matéria… Ninguém mais usa.
com o custo de um Raspberry/Orange, não há razão de se usar um Pentium 3 ou inferior dessa época (mesmo que eu esteja comparando arm vs x86), imagine então um 486.
Os poucos (ou nenhum) saudosista que ainda tem, não darão lucro. só incha o Kernel mesmo.

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Cara… 80486SX e 80486DX? Isso foi lançado em 89 e descontinuado em 2007… a tecnologia já está pra lá de obsoleta… 31 anos de existência e 13 anos de descontinuado… Quem precisar dessas reliquias (pré-)históricas ainda pode usar uma versão mais antiga do kernel do Linux. Não faz o menor sentido manter essas coisas no suporte. Eu sinceramente não consigo enxergar um 486SX conseguindo rodar qualquer distro atual, mesmo modo texto, de forma minimamente aceitável…

Alias, até Pentium Socket 7 já deve sofrer um tanto pra rodar as distros atuais. hahaha

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O medo de quem está contra a retirada é que se sair do kernel não vai achar quem mantenha ou dê suporte a essas relíquias de museu. Aliás imagina ter que ter um cara (ou alguns) na equipe de desenvolvimento e manutenção do kernel só pra ficar testando essas velharias pra ver se não vai surgir algum tipo de incompatibilidade. Devem ser eles e mais uma “meia dúzia” de usuários mundo afora e só. Aliás, a rotina de testes nem deve ser feita mais em máquina física e sim em máquina virtual ou mesmo algum emulador.

Vamos ver o que o Linus fala a respeito. Mas, na boa: deviam é fazer um fork do kernel 2.4.x ou mesmo do 2.6.x e deixar lá só pra quem quisesse rodar Linux nessas “peças de museu”.

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