Coronavírus: varejo online recebe denúncias de preços abusivos

A idéia não é congelar ou tabelar preços e sim evitar que os oportunistas abusem no preço.

Aí eu te pergunto: se o produto custa R$5, qual é o valor justo? Até 300%? Até 400%? 500%? Onde você põe a régua? Suponha que seja 400%. Então 399% tá justo? Ok, mas para todas as regiões do Brasil? Quem define qual é o máximo de margem para cada região? E todas as cidades dessa região?
É impossível fazer uma lei para que exista uma “troca justa” porque, por definição, toda troca é voluntária. Não existe troca injusta porque trocas são voluntárias. “Eu valorizo mais um álcool gel do que esses meus 50 reais, então tome aí os meus 50 reais e me dê o produto”. Quem é a vítima?
Delegar o que é justo (leia-se: certo) ou não para um terceiro que confisca sua propriedade caso você o desagrade é muita falta de noção ou vontade de lamber bota.

Não estou questionando o que está escrito no CDC ou na constituição, porque lá não está escrito o que é certo e justo, mas sim o que é conveniente: um monte de asneira aleatória que nos vendem falando que serve para nos proteger, sendo que na verdade é para nos controlar e proteger os cartéis corporativos. A Constituição de 88 foi escrita por “grandes” constituintes como Renan Calheiros e Aécio Neves e tem gente que ainda bate palma e muge “tá na lei!”, como se aquilo fosse o grande balizador da verdade divina.
Nossa função é exatamente ignorar e ser contra esse monte de rabisco aleatório criado por parasitas que fizeram num guardanapo sujo e obrigam todos a seguir. Cuidado para não cair nessa armadilha do “estamos pensando em vocês”.

Aí eu te pergunto: se o produto custa R$5, qual é o valor justo? Até 300%? Até 400%? 500%? Onde você põe a régua? Suponha que seja 400%. Então 399% tá justo? Ok, mas para todas as regiões do Brasil? Quem define qual é o máximo de margem para cada região? E todas as cidades dessa região?

Tente não usar argumentum ad-absurdum…

Tecnicamente falando, não é impossivel. Muito pelo contrário, é ridiculamente simples até.Não aumentar aribtrariamente a margem de lucro. Se tinha 50% de lucro antes da crise, continua com 50% de lucro na crise.

Vamos supor que um produto custasse R$ 5 na fornecedora local, e fosse revendido a R$7,5 pelo vendedor(mercado, etc). Se a fornecedora teve maiores custos (como transporte, reajuste do preço do produto e etc) e tem um aumento de 50% e sobe o preço para R$7,5… se fosse para repassar o aumento, mantendo a margem de lucro (em %, não fixa em reais), o novo preço do produto deveria ser algo perto dos R$11,25. Se for para manter a margem em reais, o novo preço deveria ser algo perto dos R$10. Se esse teórico produto ainda pudesse ser adiquirido no fornecedor por R$7,5 e normalmente seria vendido à uns R$11,25, o que justificaria esse produto estar sendo vendido à 80 reais no meio de uma crise? Escassez? Não é lucrando em cima disso que tu combate a escassez, é limitando a venda por cliente. (Limitação é ruim? É. Mas é melhor que defender a exploração de preços que prejudicará a população mais pobre…)

Se teve mais gastos com pessoal, transporte, luz e etc, pode ser aumentado um pouco mais o lucro… mas lembrando que esses custos são distribuidos entre todos os produtos do estabelecimento comercial e não apenas um. A questão é que o aumento tem de ser justificado e não tireidocu% por causa da oportunidade. (Se quer revender alcool gel, tenha licença, armazene de forma a não colocar terceiros em perigo e compre da distribuidora para poder praticar um preço mais justo… e não crie a escassez para fazer o mesmo.)

Quase toda troca é voluntária. Exemplo: se há a necessidade de um produto e por motivo não justificado (como querer explorar os outros) o revendedor (mercados, etc) resolve aumentar arbitrariamente a margem de lucro com tireidocu% de lucro, a pessoa é forçada a pagar um preço muito acima do valor de mercado ou fica sem. Não é justo para a pessoa. (Se tu pode pagar por um preço artificialmente inflado sem questionar, bom pra você. Mas lembre que o povo brasileiro não é rico e tem gente que sobrevive com menos de 100 reais por mês… – espero que tu não venha com aquela bullshit de “mas esse povo pobre nem precisa desse produto”.)

O problema de argumentar que o Estado intervindo seria uma péssima idéia é que você aparentemente esquece que alguns cretinos (esses infelizes nem dá pra chamar de ser humano) vão comprar tudo disponivel pra lucrar em cima da desgraça alheia. Vide OLX, Mercado Livre, e etc… e no atual caso do Alcool Gel, é um produto inflamável, que se estocado de forma incorreta, pode transformar uns 300 reais de lucro em 300 mil reais de prejuizo num quarteirão todo.

Nossa função é exatamente ignorar e ser contra esse monte de rabisco aleatório criado por parasitas que fizeram num guardanapo sujo e obrigam todos a seguir. Cuidado para não cair nessa armadilha do “estamos pensando em vocês”.

Você pode querer “ignorar e ser contra esse monte de rabisco aleatório criado por parasitas que fizeram num guardanapo sujo e obrigam todos a seguir”… porém o mundo real funciona de forma ligeiramente diferente. Descumpra alguma coisa escrita nesse “guardanapo sujo” e tu vai ter de cumprir a pena. (A menos que tu tenha muito dinheiro pra enrolar a justiça até a pena expirar… o que não é o caso de 99,99% das pessoas desse pais…)

Anarquia não funciona pelo fator ser humano. O ser humano, por natureza, é egoista e ganancioso.

Vamos assumir que o CDC/Constituições sejam ruins pro cidadão. Imagina se uma empresa estrangeira resolve comprar todas as fornecedoras de insulina do Brasil para fazer um monopólio/cartel sobre a insulina e aumenta o preço da mesma pra 700 reais. Foda-se os diabéticos, certo? (vide Estados Unidos) Segundo o seu argumento, 700 reais seria um preço justissimo. (Antes que tu mencione que o CADE iria proibir, lembre-se que o CADE é uma autarquia federal cuja função é previnir o abuso economico - mas não se limitando a apenas previnir)

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