Burnout, estafa periférica e mental (saúde mental)

Descobri recentemente que sofro de Estafa periférica e mental. Basicamente é uma sobrecarga de auto responsabilidade e trabalho exaustivo por vários meses e anos, é semelhante ao Burnout e própria depressão. Esse nosso meio de tecnologia, que vive atualizando a cada estante, nos cobra demais (sou designer gráfico).

Queria saber se você já passaram por isso, por burnout ou estafa? o que fizeram pra lidar ou melhorar? ou então o que vocês fazem pra relaxar dessa nossa rotina louca do nosso tempo? Que tipo de atitudes saudáveis vocês tomam.

Obrigado.

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Não cheguei a passar por isso, mas devo ter chegado bem próximo. Melhorei minha qualidade de vida trabalhando para mim mesmo.

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Nunca passei por isso, na verdade é a questão de ser cobrado e a responsabilidade que se tem é o que pesa de fato, falo por experiência própria, tudo tem um limite em que você deve parar e se distrair um pouco para esfriar a cabeça seja em qual ramo for.

Fala @ leandrohartmann
Eu recebi diagnóstico e procurei ajuda profissional. É legal ter muita gente falando sobre isso na internet mas é importante encarar como um problema de saúde e tomar ações no mundo real.

Acabei entendendo que o local/equipe com/em que eu trabalhava, aliado a natureza do trabalho (hard news), estava me levando para um caminho que eu não estava sendo bom. Eu não estava lidando bem com isso, e estava sendo ruim. Para outras pessoas pode ser mais fácil.

Tomei uma decisão radical: pedi demissão, passei a trabalhar em home office e usar mais tempo para coisas que me fazem bem (eu só trabalhava e muito). Funcionou para mim, até esse momento. Saí da crise e agora posso pensar em outros planos. Fiz escolhas complicadas, mas foi bom.

A lição que eu levo é que para fazer diferente é preciso mudar a receita.

Boa sorte! :smiling_face_with_three_hearts:

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Oi @leandrohartmann espero que já esteja melhor!

Então, já passei sim por caso semelhante e só melhorei mesmo quando saí da empresa, era cada vez maior a demanda de trabalho e sua cobrança.

Hoje, reservo um dia off-line, não necessariamente ficar 24h, mas às vezes uma tarde com todas as telas desligadas é legal, sair pra tomar um ar, olhar o bairro… isso me ajuda muito.

Passei por 4 crises de burnout no meu trampo anterior, onde chegava a fazer 16h por dia, de segunda a segunda em certas épocas do ano.

Pedi demissão ano retrasado e hoje estou num muito mais tranquilo. Dei uma melhorada significativa, mas ainda tenho alguns problemas de concentração que devem ser sequelas das crises.

Tenho preconceito com psicólogos por conta de uns problemas pessoais, mas pelo visto vou ter que tomar vergonha na cara e procurar um em breve.

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Eu passei por um evento desses. Tive umas folgas no final do ano e no carnaval que ajudaram a me recuperar, mas ainda não tô 100%.
A razão de tudo isso é minha carga de trabalho, com prazos espremidos e muita responsabilidade. Já cheguei a trabalhar 30 horas seguidas uma vez. Tive um final de semana com mais de 16 horas direto, sem intervalo e até sem água, e os trabalhos de madrugada são constantes.
Mas o pior de tudo é como sou servidor público, acabo trabalhando muito e sem nenhum adicional monetário pra isso, e acabo ouvindo os velhos mitos sobre servidor público. Tem horas que cansa e dá vontade de desistir de tudo, pra falar a verdade.

O mais importante é procurar ajuda profissional, não só quando está com problemas, mas um acompanhamento periódico. Ainda se tem muitos mitos sobre saúde mental. Que terapia é pra doente, mas na verdade é o oposto. A terapia é justamente pra vc saber lidar melhor com as situações da vida… trabalho, stress, família…

Somos bombardeados por estímulos constantemente, nunca desligamos. Chega uma hora que o corpo n resiste mais a tanta carga emocional/física e a imunidade baixa, uma doença oportunista se instala, a depressão vem e é ladeira a baixo.

Todos nós precisamos trabalhar, não tem como fugir disso. Mas se possível, tentar uma realocação de função, ou mesmo largar tudo e tentar uma vida nova. Mas nada disso é efetivo se você não olhar pra dentro de vc, ter aquele autoconhecimento, nisso a terapia ajuda e muito.

Lazer, atividades física, fazer algo que te de prazer e sem cobranças tbm ajudam. Mas a lição que fica é que as nossas relações com o trabalho precisam mudar. Até que ponto vestir a camisa da empresa e pegar pra si funções extras é benéfico? Uma promoção, ganhar mais, até que ponto isso vale mais que o bem estar ?

São perguntas que precisam ser feitas e a resposta vem de cada um. Muitas vezes a gente precisa do dinheiro extra e se submete a isso, outras é nato da gente tomar pra si responsabilidades.

Cada dia mais o burnout e a estafa estão presentes na nossa vida, de amigos e familiares. É preciso fala de saúde mental e desmistificar preconceitos. Todos precisamos de ajuda e não é vergonha pedir. Se vc conhece alguém que está passado por isso mas não se deu conta, ofereça ajuda.

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A pergunta é: o quanto você está disposto a sacrificar das comodidades da sua vida em favor da sua saúde?

Aconteceu algo parecido comigo há uns anos atrás. Era funcionário público e apesar do salário generoso e da relativa pouca cobrança, o ambiente de trabalho era totalmente insalubre. Cheguei a um ponto em que sair da cama estava se tornando penoso. Sair de casa seja lá pro que for, então…

Pra mim a saída foi pedir exoneração do serviço público e tentar a sorte na iniciativa privada. Caí numa cilada pior e mais parecida ainda com a sua: prazos impossíveis, cobranças absurdas e por aí vai.

Por fim a saída foi: sacrificar o conforto que eu tinha em favor de uma saúde melhor. Basicamente meu padrão financeiro despencou a princípio quase 80%. Só que isso me fez ter uma saúde melhor e com isso conseguir lutar pra me reerguer e (quase) alcançar o padrão de vida que eu tinha quando era empregado. Hoje basicamente vivo com uns 60-70% do que vivia na época. Mas não tenho dificuldades como acordar pela manhã ou mesmo sair de casa.

Claro, no meio disso tudo teve acompanhamento profissional (psicólogo e psiquiatra).

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