Bancos Digitais - Qual o passo fora dos bancos tradicionais que ainda falta?

No Brasil os bancos digitais chegaram como uma bomba e pipocaram diversas marcas bem características como o banco azul, o laranja, o roxinho, o preto e uma infinidade de palheta de cores para os clientes escolherem.

Trabalhando em um dos principais do pais, vemos que nossos clientes embora amem a marca estampada nos cartões, não se sentem lá muito seguros em largar os tradicionais Itaú, Bradesco, Caixa e Santander; Segundo muitos deles a principal vantagem, o fim da burocracia, se tornam uma bala na confiança.

Uma das principais queixas é “Mas e se o banco sumir do mapa? Nem agencia tem, vou procurar aonde?”, outro ponto é a a falta de credibilidade das instituições digitais pelo historio de vazamento de dados do banco laranja, por repetidas vezes pareceu não tomar providencias para a sua segurança.

Seria a “Tradicionalização” dos bancos digitais necessária para um aumento dos clientes, até mesmo possíveis estabelecimentos físicos de agencias; ou será questão de tempo para as funções e mimos que só o digitais conseguem para uma fatia maior do mercado financeiro?

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Cara, eu gosto muito dos bancos digitais.
Depois de muito tempo, consegui convencer meus pais (50 ~60) a usarem só bancos digitais, nenhum deles têm conta nos tradicionais.
Eu, pessoalmente, tenho conta em um bancão tradicional, pois sou funcionário público e recebo por ele. Além disso, os bancos digitais que tenho não suprem totalmente minha necessidade, como pagamento de impostos, por exemplo.

Eu acho que agências, por si, não são suficientes para atrair mais público. E digo isso por um motivo: agências para fazer a diferença depende de uma capilaridade muito grande, abrir apenas algumas não é tão relevante assim, eu acho. Tem um banco (eu pessoalmente acho péssimo) que quer ser grande, tem capital aberto e tudo, que está nessa estratégia para tentar crescer (aumentar o número de agências). Isso, pois o BR é muito grande e muita gente não tem acesso/familiaridade com a internet, quem dirá com bancos digitais.

Os bancos em geral, com a LGPD, tendem a tomar maior cuidado com essa questão de segurança da informação. As multas podem chegar a 50 milhões, é bastante coisa (claro, não é exatamente esse valor, tem a limitação de 2% do faturamento). Com a LGPD eu acredito que as empresas terão maior cuidado com isso e, com o tempo, a confiança do público vem e isso pode se tornar de um problema a um diferencial.

Resumindo: cada um tem seu espaço. Acho que os bancos digitais crescerão, sem dúvida, mas não dominarão completamente em razão da desigualdade.

Até agora não vi nada acontecendo com bancos digitais que me faça ter menos confiança neles. Eu que só uso para TEDs e cartão de crédito/débito, não vejo vantagem de pagar caro por pacotes limitados, além das anuidades absurdas. Não bastasse os serviços caros, os bancos tradicionais têm maior spread e inúmeras taxas estranhas embutidas. Já dei muito dinheiro de graça ao Santander.

Todos eles, são muito, mas muito menores q qualquer bancão tradicional.
Desses digitais, só tenho conta no Inter, tanto PF, quanto PJ.
Tiveram sim problemas de segurança, mas por enquanto não tive problemas. Tenho boa movimentação, um cartão com bom limite e acho OK.

Ainda tenho 2 contas digitais dos bancões - a Digiconta Bradesco e a iConta Itaú. Então não tenho custos com anuidade de cartão, nem cesta de serviços.

Já tive conta segmentada, tipo Prime, Personnalité, Select, etc, mas pessoalmente não vejo nenhuma vantagem, já que até pra investimentos, eu faço através de corretoras. Então, pra mim, esses segmentos servem só pra massagear o ego das pessoas. São caros e hoje não têm muitos diferenciais, a não ser q vc queira tomar café ruim e bater papo com gerente em agência.

Voltando aos digitais, eu só mantenho as contas nos bancões, primeiro por não ter custos, segundo pela segurança de saber q dificilmente vão falir. Mesmo sabendo q o Inter existe desde 1994 como financeira no segmento de imóveis, ainda prefiro ter um dos bancões debaixo do braço.

Banco digital precisa ter acesso à internet pra poder usar e fazer a maioria das transações.
Pra quem vive só de internet móvel pre-paga, isso pode ser um motivo para ficar longe.

Banco digital precisa ter um smartphone e saber usar. E se der problema em alguma coisa, você precisa usar o smartphone pra resolver. Se você perder o smartphone, já elvis.
Banco tradicional, deu ruim, vai na agência tentar resolver.
Mesmo que ir na agência não seja eficiente, pelo menos estando lá você tem um estímulo visual mostrando que tem alguma coisa acontecendo, um funcionário ali na sua frente (tentando) resolver. No digital, você fica olhando pra tela do smartphone esperando alguma coisa acontecer e você não tem nenhuma referência pra indicar se tem alguém trabalhando no seu problema.

Em relação ao sumiço de algum desses bancos, existe o tal fundo garantidor que garante os depósitos dos correntistas até um certo valor.
Mas eu também acho chato não saber se tem alguém do outro lado da tela falando com você.
Atualmente tenho conta tradicional do Bradesco por necessidade e do Inter.

Eu uso o laranjão há quase 3 anos como principal e nunca tive problemas, mesmo depois da polemica do laranja ter vazado dados. eu só tenho uma conta no baby por motivos de trabalho mesmo, raramente movimento, o banco laranja sempre me supriu de forma espetacular e não pretendo voltar pro tradicional mais nunca, única coisa que me incomoda nele é o suporte.

Ano passado fiz a transição de uma conta segmentada do Itaú (que eu herdei sem querer pq a minha agência dos anos 90 do unibanco virou agencia premium do itaú, não tenho nem de perto os requisitos mínimos de entrada) para usar somente Nubank e C6. Esses bancos que uso ainda tem algumas funcionalidades faltando (tipo débito automático, pagamento direto de algumas coisas do DETRAN e etc) mas as vantagens de não ter que lidar com agência e não ter taxas me ganharam. Além de algumas funcionalidades específicas que fazem valer super a pena. O Nubank por exemplo é meu principal mas uso o C6 para saques de graça na rede 24h e a tag de pedágio (sem taxa de recarga nem mensalidade, debito direto da sua conta).

Mas tudo esse mercado deve mudar bastante em um curtíssimo prazo. O Banco Central está em fase final de implementação de um novo modelo de pagamentos chamado PIX. Ele é um sistema de pagamentos instantâneo nos moldes do que todas as carteiras digitais (picpay, ame, mercadopago e etc) já fazem hoje em dia, mas tem uma estrutura centralizada no BACEN e vai exigir de bancões a adesão ao sistema. O PIX tem um custo operacional muito mais baixo que a estrutura atual de TED/DOC então deve possivelmente logo virar o padrão da mesma maneira que o TED basicamente matou o DOC.

O PIX é apenas o primeiro ponto de uma série de mudanças no mercado bancário brasileiro que visa implementar um sistema de Open Banking. Esse sistema permitirá, em teoria, uma grande interoperabilidade bancária possibilitando uma maior concorrência entre players menores e os bancões mas tb trazendo muitos benefícios para o consumidor final.

Deem uma olhada a mais no PIX e nas ações do Banco Central porque o mercado financeiro está na beirada de mudar radicalmente aqui no Brasil. Lógico que não da para prever o futuro, mas essas ações devem mudar a maneira com que nos relacionamos com dinheiro então todas essas discussões que estamos tendo devem mudar de patamar com isso.

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Eu gosto muito do Banco Inter e tenho minha conta com eles por volta de dois anos.
Entretanto, mantenho uma conta no Santander pois eles possuem um convênio com a minha empresa, o que me da acesso a utilizar as principais funções (saque e transferência) sem custo e sem limite.

A minha única decepção com o Banco Inter é que quando você precisa falar com o atendimento, te deixam esperando mais de um dia por uma resposta simples. E essa é a vantagem que me fez preferir o Santander: há um guichê dentro da minha empresa que permite que eu entre em contato com a minha gerente quando quiser pessoalmente ou via whatsapp. Tenho, também, atendimento preferencial nas agências.

Eu, por outro lado, trabalho em um bancão tradicional aí.

Eu acho que é questão de esperar, há muitas pessoas com mais idade e humildes que enxergam essas migrações e tudo digital como dificuldades. Mesmo em tempos de pandemia, muitas pessoas continuam procurando agências porque é o que elas sempre fizeram.

Não acho que há muito o que se fazer em relação a essas pessoas, mas é um público que naturalmente vai diminuindo. Não vejo o porquê dos digitais correrem atrás dessas pessoas, melhor continuar a disputa no público que está interessado nessa mudança e a credibilidade é algo que naturalmente demora a se construir.

O NuBank acho que já está muito bem posicionado, continuará ganhando mercado e a credibilidade me parece cada vez maior.

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Outro ponto que me deixa preso em bancos grandes é a facilidade de depósito, aqui em BH se iniciou uma modernização dos caixas eletrônicos, colocando equipamentos que fazem depósitos que liberam na hora o valor online, maaaaas, esse novo modelo também está sendo instalado nos 24 horas, só não se encontra ativo ainda. Mas vai ser uma forma de equilibrar a questão do depósito, uma vez que no 24 se acordado entre o banco e eles de receberem depósitos por lá também para os digitais.

Olha só. O IB do Banco Inter está fora do ar, hoje, desde as 9h da manhã.
Dificilmente isso acontece com banco grande nos dias de hoje.
E é recorrente…

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