Antes e depois do Spotify

2 Likes

Eu assino o YouTube Premium e recebo o YouTube Music incluso (estou ouvindo esse podcast por ele). O serviço é super confuso, os aplicativos são integrados, o que você faz em um reflete no outro. No entanto gosto de ouvir coisas que não estão em nenhum outro serviço de streaming, e nisso o YouTube Music é insuperável pois o acervo do YouTube tem muita coisa enviada pelos usuários.

Uma correção: o YouTube Music tem o mesmo preço do Spotify (R$21,90), R$24,90 é o preço do YouTube Premium (que é o pacote YouTube sem anúncios + YouTube Music).

5 Likes

Nossa, eu assinei o spotify em 2015, eu assinei simplesmente porque meu HD que tinham todas as minhas músicas (cerca de 20 000) morreu, eu tinha o costume de sempre recuperar a maioria com um amigo, já que tínhamos o mesmo gosto, comprava um HD novo, levava lá e copiava, mas nessa época não queria gastar essa grana, aí assinei e desde então nunca mais baixei MP3. porém sinto falta até hj de organizar as músicas por álbum em pastas, editar as tags usando o winamp e ouvir os discos inteiros música a música, o disco Meteora do Linkin Park tinha uma leve introdução da próxima música no final da anterior, ainda hj ouvindo eu já sei a próxima faixa que tocará, porém eu não costumo usar as playlists do spotify, eu mesmo crio as minhas, faço por gênero, por artistas, por ocasião.
A grande verdade é que sou um cara de quase 40 anos que gosta de ouvir álbuns conceituais música a música, acompanhar a história (Scenes from a Memory do Dream Theater que o diga). Eu ainda tenho uma certa dificuldade pra gostar de músicas novas, na época do MP3 eu descobria bandas novas pra ouvir indo na Saraiva e lendo os reviews da revista Rock brigade, eu lia o review e anotava o nome da banda, depois baixava a discografia toda em casa, lembro que eu baixava num site russo que hoje nem existe mais e usava o site Encyclopaedia Metallum pra descobrir os nomes dos discos da banda, bons tempos.
Esses episódios nostálgicos são os que mais gosto de ouvir, já adicionei aqui pra ouvir a banda da Ana no Spotify, eu tava com curiosidade pra saber a tempos, finalmente ela fez uma propaganda no episódio, ouvirei hoje no ônibus voltando pra casa.
Edit: Ouvi a banda da Ana, curti bastante o som hein, estou seguindo no spotify e aguardo por mais lançamentos, quem sabe um show aqui em SP

4 Likes

Eu adorava álbuns conceituais. Gostava muito de ouvir álbuns completos na adolescência/início da vida adulta, algo que hoje diminuiu bastante (hábitos de mudam, enfim), mas os conceituais eram uma experiência ainda mais legal, tentar entender a narrativa a partir das letras, depois ir para fóruns e ver as interpretações de outras pessoas. Adoro o “Scenes from a Memory” que você citou, porque metal progressivo era o que mais ouvia (na época que tinha tempo para ouvir músicas de 20 minutos em sequência :stuck_out_tongue: ). Outro conceitual que adorava, numa pegada mais power metal, é o “Temple of Shadows”, do Angra, que já fez vinte anos. Esse eu faço questão de ouvir inteiro pelo menos uma vez por ano, e ainda lembro de todas as letras.

Agora, meu favorito é o “Mind Over Body”, do Mindflow, lançado em 2006. É uma banda brasileira que lançou pouca coisa, e esse álbum (prog metal) é, sem brincadeira, uma das melhores coisas já feitas em termos de metal no Brasil. Tinha muita influência de bandas como Dream Theater e Pain of Salvation, mas tinha um negócio próprio que até hoje não vi ninguém conseguindo reproduzir. E, além de ser um álbum conceitual, o encarte tinha pistas de um ARG que eles organizavam na comunidade do Orkut, inclusive a maior faixa do álbum, “Follow your instinct”, contava com um encarte exclusivo dela, com uma espécie de história em quadrinhos com a letra da música. Ali havia várias pistas sobre o mistério do ARG da banda. Esse é outro que, se começar a tocar agora, sei todas as letras. infelizmente não está disponível no Spotify, só se acha no YouTube, mesmo (recomendo demais).

6 Likes

Agora serei obrigado a ouvir, nessa pegada eu lembro dos álbuns do Rhapsody, como Fábio Lione (hoje no angra), eu fiz um arquvo do word com as letras dos discos, desde o primeiro com as histórias que eram contadas nos encartes pra poder entender as histórias dos discos, o Symphony os enchanted Lands II é uma obra prima até hoje e com a voz do Christopher Lee em algumas músicas torna tudo mais épico, isso sem falar discos como o “The Reason of your conviction” do Hangar que conta a história de um serial killer, de metal nacional eu lembro que pirei qdo saiu o disco do Krusader, aquela capa, as músicas numa pegada no estilo Rhapsody e Kamelot, discos conceituais são uma arte a ser apreciada música a música

2 Likes

Já utilizei muito o Spotify, mas, em virtude do preço elevado comparado ao Youtube Premium, acabei optando pelo segundo por conta de não ver anúncios no Youtube. Tenho muitos cds, blurays e mídias físicas ainda… pra quem gosta de música de verdade, por mais que existam os serviços online, nada se compara com a qualidade que pode ser tirada de uma mídia física (que não depende da qualidade e estabilidade de sua internet).

Aos 50:00 o Mobilon fala que ninguém mais acessa blogs de músicas e tal, mas, eu continuo ouvindo podcasts que falam sobre música (sobretudo rock/hard rock), pois, acredito que é um trabalho árduo e precisa ser recompensado (com apoio e audiência).

PS: Não tem nada pior do que locais de serviços (Ex: barbearia) que utilizam o Spotify “Free” (com anúncios) que de repente após uma música calma entra um anúncio com o som em altíssimo volume provocando um enorme desconforto auditivo.

Adicionando: Um report bastante interessante sobre os streamings mais usados: Music streaming services subscribers market shares 2023 | Statista

1 Like

Eu assinava o Apple Music desde o lançamento no Brasil em 2015 até agora março de 2024, no meu conceito sempre foi um serviço excelente, principalmente depois de adotar o lossless em 2021. O que me ganhou perante o Spotify foi sobretudo a possibilidade de fazer upload de meus MP3s para o serviço, e como tenho gostos muitos específicos (musicas japonesas por volta de 2010) grande parte dessas canções não estão até hoje em nenhum serviço de streaming ocidental, foi uma mão na roda poder fazer upload dos meus albums e ainda poder usufruir do restante.
Porém uma coisa me deixou encucado que foi a dependência do serviço pro resto da vida por assim dizer. Diferente do Spotify, o AM apaga sua biblioteca toda e playlists caso deixe de assinar por um período entre 3 a 6 meses. Assim como todos os serviços por assinaturas você não é detentor de nada.
Percebi também que não costumo escutar músicas fora do habitual, ou seja, playlists personalizadas oferecidas pelos serviços nunca foram minha principal fonte para achar novos artistas.
Friamente fazendo os cálculos, também teria valido mais a pena eu ter comprado todas as músicas que eu já tinha feito upload do que ficar os quase 10 anos pagando o Music.
Vendo o aumento exponencial dos valores das assinaturas, piora nos serviços adicionando anúncios, e decisões duvidosas por parte das empresas (por exemplo a Adobe mudando os termos de uso), não vejo com bons olhos o que vem por aí pra quem continuar assinando serviços e quero me ver livre dessas preocupações.
Não sei como será o futuro, mas não vejo as empresas adotando outros métodos se não os já utilizados hoje como assinaturas mensais ou anúncios pra fazer monetização.
Vou exagerar no exemplo mas vale como reflexão: estou na segunda década de minha vida, sabendo que a expectativa de vida gira em torno dos 70 anos, seriam mais 50 anos (600 meses) restantes pagando por um serviço de música só pra ele não excluir minha biblioteca. Se for levar em consideração o fator tempo, faz muito sentido fazer a transição para uma biblioteca local.
Enfim, conclui que vou voltar ao método antigo de armazenar os MP3s, no Music a migração é bem fácil, o serviço ja deixa os arquivos que você fez upload em uma pasta, no meu caso foi só pegar os MP3s de volta e esperar acabar a assinatura. Agora já foram 3 meses que estou com uma biblioteca inteira offline, investi uns 4 dias organizando todas as playlists, mas devido ao que citei acima não me imagino novamente pagando por assinaturas.

Uma dica: o Youtube Music permite que você faça upload de suas músicas mesmo na versão free e elas ficarão lá enquanto houver Google. Eu havia feito um upload de músicas em 2014 e voltei a usar o serviço em 2022 e realmente as músicas continuavam lá pra minha surpresa :smile:

5 Likes

Deezer associado pelo kotas por 9 reais por mês + Deemix para baixar em FLAC ou MP3 320kbps

1 Like

Acho interessante que a concorrência entre streamings de música e vídeo parece ser diferente. Enquanto entre streamings de vídeo você escolhe pelo catálogo, os de música você escolhe pelas funcionalidades.

Pra mim, se você está no ecossistema da Apple, o Apple Music é imbatível. Por exemplo, downloads no Apple Watch funcionam muito bem e aplicativo da Apple TV é lindo. Por outro lado, no Spotify os apps desses dois devices sempre dão problemas.

Tentei isso uma vez e elas não apareciam pra mim. Vou tentar de novo…

1 Like

Eu comecei a usar o Deezer quando vi uma notícia de que o Deezer estava começando a operar no Brasil, na época eu nem tinha smartphone e pra ouvir no computador era muito bom pois o plano gratuito não tinha anúncio e quase não tinha limitações.

No episódio foi comentado que o Deezer recebia as novidades depois do Spotify, mas a experiência que eu tive foi diferente. Acho que em 2016 eu resolvi testar o Spotify e não gostei pois ele não tinha alguns recursos como a letra das músicas, nem podcast ele tinha.

Depois o Spotify até começou a ter podcast e foi quando eu passei a odiar o Spotify, pois eles começaram a tornar alguns podcasts que eu acompanhava exclusivos da plataforma.

Hoje em dia o que me prende ao Deezer é um recurso chamado Flow. E não sou usuário da TIM, eu pago pelo Premium desde Fevereiro de 2015.

1 Like

Geralmente isso acontece por culpa da Apple, pois no iOS ela limita o que os aplicativos podem fazer, mas libera para os aplicativos dela.

2 Likes

Sobre qualidade de áudio lossless, vale a pena ler a matéria publicada no Tecnoblog sobre isso.

Tem um trecho muito bom com uma fala do Léo do Mind the Headphone:

Eu não acho que é impossível as pessoas detectarem a diferença entre o MP3 e o lossless, mas acho que são muito poucas pessoas e em sistemas muito sofisticados. Eu estou com um fone que custa aqui no Brasil R$ 8 mil, já tive sistema de caixas de som em casa de R$ 80 mil, nunca escutei diferença entre nada acima de um MP3 a 320 kb/s. Nunca escutei.

Pra mim, essa coisa do lossless é marketing. O próprio caso da Apple, o AirPods Max não aceita arquivos lossless, porque os codecs que ele tem de Bluetooth é AAC e SBC. Não tem aptX HD, não tem LDAC, ele só vai transmitir arquivos capados. Mesmo caso do Spotify HiFi e do Tidal, é marketing. São as empresas querendo ter planos mais caros para que as pessoas paguem um pouco mais por uma diferença.

Leonardo Drummond, cofundador da Kuba.

Tem pessoas falando que perceberam diferença em áudio lossless com fones Bluetooth! Isso é impossível!
O que acontece é que algumas empresas como o Tidal oferecem faixas lossless que são mixadas diferente da faixa padrão, por isso contém detalhes que não estão presentes nas faixas de 320kb/s.

E pra quem fala que vinil tem mais qualidade, isso era verdade no início do áudio digital, mas hoje em dia um áudio digital tem mais qualidade que um vinil. O áudio em vinil pode até parecer mais natural pra você, mas ele não entrega mais qualidade.

1 Like

Poxa, deixa o pessoal ficar com as desculpas pra justificar a compra de equipamento caro e assinatura de serviços no plano mais caro. : (

4 Likes

Realmente faz sentido, mas não acho que seja o caso dos problemas no Watch e na TV. Outros apps do relógio funcionam bem com downloads, como é o caso do overcast, e o app da TV só tá abandonado mesmo, não ganhou nem o novo ícone de + pra adicionar uma música na biblioteca.

Faço das suas as minhas palavras: o acervo do YouTube é imbatível, simplesmente porque pode pegar tudo que tem no YouTube e meter na sua playlist de músicas (meio trash as vezes, mas o importante é ter hehe).

4 Likes

Igual ao Mobilon, também usei muito programas para arrumar minhas TAGs de MP3 kkkk. Também usei muito o Google Play Music upar meus MP3s e poupar armazenamento no PC, pois na época que usava, permitia upar algo 10 mil músicas por conta, se não me engano. Hoje sou um usuário assíduo do mal falado YT Music que inclusive meu arcervo todo que mandei para o Play Music, está todo lá. Também tive questão de não usar Stream de música por ter certas músicas minhas que eram difícies de achar no Spotify (J’POP dos anos 80).

Sim o YT Music é muito confuso e não tem uma boa UX, mas o meu motivo de usar ele é por já vir junto com o YT Premium e também por gostar de ouvir muitos covers no YouTube que automaticamente estão disponíveis para eu adicionar nas minhas playlist no YT Music. No final ele é o que tem o maior acervo possível de músicas.

Um abrss pessoal

4 Likes